
Numa reviravolta que pegou até os analistas mais atentos de surpresa, Lula deixou escapar — entre um cafezinho e outro — que está com a porta aberta para conversar sobre essas tarifas que tanto emperram o comércio entre Brasil e Estados Unidos. E olha que a coisa veio na esteira de um gesto, digamos, inesperado de Donald Trump.
"Quando o outro lado dá um passo, a gente pode dar dois", soltou o presidente, com aquela cara de quem já viu de tudo nessa vida política. Mas calma lá, não é como se estivéssemos prestes a ver os dois abraçados num acordo de livre comércio. A dança é mais complexa que isso.
O que diabos aconteceu?
Trump, aquele mesmo que adorava um tweet inflamado contra o Brasil, fez algo que ninguém — mas ninguém mesmo — esperava: sinalizou flexibilidade nas negociações. Não foi um tapete vermelho, mas foi o suficiente para Lula tirar o paletó e arregaçar as mangas.
"Na política internacional, às vezes um aceno vale mais que dez discursos", comentou um assessor que preferiu não ter o nome mencionado. E parece que foi exatamente isso que rolou.
Os números que doem no bolso
- Setor agrícola brasileiro perdeu US$ 2 bi com as tarifas em 2023
- Aço e alumínio ainda sofrem com taxações de até 25%
- Exportações para os EUA caíram 8% no último trimestre
Enquanto isso, nos bastidores, os técnicos do Itamaraty já estão com as calculadoras na mão. "Tem que ver se o jogo vale a vela", resmungou um deles, entre um documento e outro. Porque é assim — quando a economia espirra, o povo pega pneumonia.
O que ninguém conta é que essa história toda tem mais camadas que uma cebola. De um lado, a pressão dos ruralistas (que não estão nada felizes). Do outro, a indústria nacional (que quer proteção). E no meio? Bom, no meio tem o presidente tentando equilibrar tudo isso sem cair do arame.
E agora, José?
Os próximos passos são tão imprevisíveis quanto o humor de Trump numa segunda-feira chuvosa. Mas uma coisa é certa: se essa conversa realmente deslanchar, pode ser o início de uma nova fase nas relações comerciais entre os dois países. Ou não. Porque política internacional, né? Quando você acha que entendeu tudo, ela te prega uma peça.
Enquanto isso, o mercado já começa a especular — alguns até arriscam dizer que pode ser a luz no fim do túnel para setores que estão no sufoco. Mas como dizia meu avô: "Promessa de político e céu de brigadeiro, eu só acredito vendo".