Corpo de cão Orelha é exumado em Florianópolis para nova perícia após caso de agressão fatal
O corpo do cão Orelha, que faleceu em janeiro após sofrer uma agressão brutal que gerou ampla repercussão nacional, foi exumado nesta semana em Florianópolis, capital de Santa Catarina. A nova perícia, conduzida pela Polícia Científica do estado, tem como objetivo principal trazer esclarecimentos adicionais e mais detalhados sobre as circunstâncias exatas que levaram à morte do animal, que era conhecido como cão comunitário da Praia Brava.
Medida determinada pelo Ministério Público para aprofundar investigação
A exumação foi uma medida solicitada diretamente pelo Ministério Público de Santa Catarina, que determinou a realização de novas diligências para aprofundar e ampliar a investigação em curso. Entre os pedidos específicos das autoridades estão, além da exumação do corpo, a coleta de novos depoimentos de testemunhas e envolvidos. A 2ª Promotoria de Justiça também deseja apurar minuciosamente se houve algum tipo de coação ou interferência indevida durante o andamento do processo, o que poderia ter afetado a apuração inicial.
Segundo informações apuradas localmente, o prazo estimado para a conclusão do novo laudo pericial pode levar cerca de dez dias ou até mais, dependendo da complexidade das análises. O sigilo imposto à investigação, que é comum em casos envolvendo menores de idade, pode influenciar significativamente na data de divulgação pública dos resultados finais. Até o presente momento, não há nenhuma ação penal formalmente proposta, e o processo segue rigorosamente em fase de apuração preliminar e coleta de provas.
Caso gerou comoção nacional após agressão brutal em janeiro
O caso do cão Orelha ganhou enorme repercussão em todo o país após o animal, que era muito querido pela comunidade local, ser brutalmente agredido no dia 4 de janeiro. Orelha foi resgatado em estado crítico e levado imediatamente para atendimento veterinário de emergência, mas, infelizmente, não resistiu aos graves ferimentos e veio a falecer no dia seguinte, 5 de janeiro. A comoção tomou conta de Santa Catarina e rapidamente se espalhou por todo o território nacional, mobilizando protetores de animais e a sociedade em geral.
Um adolescente foi formalmente indiciado por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos contra animais, conforme a legislação brasileira. O processo judicial tramita sob estrito sigilo, já que envolve diretamente menores de idade, o que é uma prática padrão no sistema judiciário para proteger a identidade e os direitos dos jovens envolvidos.
Outros cães da região também foram alvo de agressões
Além do triste caso de Orelha, investigações apontam que outros cães da mesma região também teriam sido alvo de agressões semelhantes. Entre eles estão Caramelo, que posteriormente foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, e Caramela, que encontrou um lar com o empresário Bruno Ducatti. Outro animal ligado indiretamente ao caso foi Pretinha, que não apresentava relatos concretos de agressão física, mas enfrentava uma doença grave e complexa. Infelizmente, ela morreu na última segunda-feira após sofrer complicações sérias durante o tratamento veterinário intensivo.
O Ministério Público estadual afirmou publicamente que identificou lacunas importantes que precisam ser completadas na apuração da possível participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos contra animais, relacionados especificamente à morte de um dos cães. As autoridades policiais também manifestaram interesse em apreender o passaporte de um dos envolvidos na morte do cão Orelha, como medida preventiva para evitar uma eventual fuga do país durante as investigações.