Chefe do tráfico em BH é preso na Bahia após 30 anos de crimes
Chefe do tráfico de BH preso na Bahia

Chefe do tráfico em BH é preso na Bahia após três décadas de atividades criminosas

Um homem apontado como um dos principais líderes do tráfico de drogas no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, foi preso em uma praia do Sul da Bahia. A operação, conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais, resultou na captura de Marcélio Alves de Souza, conhecido pelo apelido de Tchelo, que é investigado por envolvimento em diversos crimes ao longo dos últimos trinta anos.

Detenção e decisão judicial mantêm criminoso atrás das grades

A prisão ocorreu na quinta-feira, dia 5, e, já na sexta-feira, a Justiça mineira decidiu manter a prisão preventiva do acusado. Tchelo foi localizado graças a investigações relacionadas a um homicídio ocorrido no bairro Funcionários, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, em dezembro de 2025. O crime foi flagrado por câmeras de segurança, mas a participação específica de Tchelo no episódio não foi detalhada pelas autoridades policiais ou pelo Judiciário.

Vida luxuosa no litoral baiano e histórico criminal extenso

De acordo com informações da polícia e do Ministério Público, Tchelo, de 46 anos, é considerado um dos chefes da Organização Terrorista do Cafezal (OTC). Ele estava levando uma vida de luxo em Prado, cidade localizada no litoral sul da Bahia. O criminoso possui três passagens pelo sistema prisional e era considerado foragido desde 2022, devido à execução de um ex-integrante da OTC, Jonathan Rafael Vasconcelos Costa da Silva, conhecido como Toco.

O delegado Felipe Freitas destacou a importância da captura: Esse indivíduo representa um alvo prioritário das forças de segurança de Minas Gerais, haja vista o seu grau de domínio e de poder dentro do Aglomerado da Serra, um dos maiores da Região Metropolitana.

Transferência para Belo Horizonte e possível pena

Após ser detido, Tchelo foi transferido para Belo Horizonte em um avião da Polícia Militar. Conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), ele passou por audiência de custódia na sexta-feira, dia 6, e teve a prisão preventiva confirmada. Se condenado pelos crimes em investigação, o acusado pode enfrentar uma pena superior a vinte anos de reclusão.

Homicídio que desencadeou as investigações

O caso que levou à prisão envolve um vídeo registrado por câmeras de segurança, mostrando a execução de Júlio César Ferreira Peixoto, de 33 anos, dentro de um carro no bairro Funcionários. A vítima foi atingida por múltiplos disparos enquanto estava no banco do motorista. Durante a perícia, foi encontrada uma carta manuscrita no interior do veículo, fazendo referência a uma disputa entre facções criminosas na capital mineira, o que reforça a complexidade do cenário de criminalidade na região.