Anvisa retira do mercado suplementos e bebidas energéticas irregulares após relatos de problemas de saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, duas resoluções que determinam o recolhimento imediato de diversos produtos alimentícios considerados irregulares. Entre os itens afetados estão suplementos vendidos como "emagrecedores", bebidas energéticas e mixes de frutas que faziam alegações terapêuticas não comprovadas.
Produtos com ingredientes não autorizados e falta de controle de qualidade
A Organza Indústria e Comércio teve todos os seus suplementos alimentares recolhidos do mercado. Segundo a Anvisa, os produtos continham ingredientes não autorizados pela legislação brasileira e não havia comprovação adequada do controle de qualidade durante o processo de fabricação.
A P2 Brasil teve apreendido o suplemento em gotas Insufree, em todos os lotes disponíveis. A agência apontou que o produto possui origem desconhecida e traz indicações terapêuticas na embalagem, o que não é permitido para suplementos alimentares.
Bebidas energéticas fabricadas sem regularização adequada
A Slok Indústria de Bebidas e Alimentos deve recolher três produtos específicos: Brasitália – Energy Coffee, Benedetto Blueberry Zero Açúcar – Energy Antioxidant e Benedetto Blueberry – Energy Antioxidant, todos os lotes disponíveis no mercado. A Anvisa informou que esses produtos eram fabricados e divulgados sem a devida regularização junto aos órgãos competentes.
Suplementos "emagrecedores" causaram efeitos adversos graves
Diversos suplementos das linhas Glamorous e Ozem, comercializados por Gustavo Teodoro de Almeida Teixeira, foram alvo da ação da Anvisa. Todos os lotes foram recolhidos após relatos de consumidores que sofreram efeitos adversos como taquicardia e falta de ar após o uso dos produtos.
Além dos problemas de saúde relatados, os produtos eram anunciados como "emagrecedores", caracterizando sugestão de propriedades terapêuticas que não são permitidas para suplementos alimentares. Segundo a Anvisa, suplementos não podem prometer efeitos medicinais ou terapêuticos, como perda de peso, tratamento de doenças ou redução de sintomas, porque não passam pelos mesmos testes de segurança e eficácia exigidos para medicamentos.
Extratos vegetais sem avaliação prévia de segurança
A Cycles Nutrition teve recolhidos suplementos das marcas Recover Cycles Nutrition, Shot Ritual Cycles Nutrition e Relax Ritual Cycles Nutrition. A irregularidade apontada pela Anvisa é o uso de extratos vegetais sem avaliação prévia de segurança, o que pode representar riscos à saúde dos consumidores.
Mixes de frutas com promessas falsas de benefícios à saúde
Por fim, a Mushin Serviços e Comércio no Geral deve recolher os mixes Fantastic Oat nos sabores Frutas Vermelhas, Banana e Caramelo, e Maçã e Canela. Os produtos continham ingredientes não avaliados quanto à segurança, e na propaganda constavam promessas de "reduzir níveis de colesterol ruins" e "controlar níveis de açúcar no sangue", alegações que não são permitidas para esse tipo de produto.
Importância da regulamentação para proteger a saúde pública
A ação da Anvisa reforça a importância da vigilância sanitária para proteger os consumidores brasileiros. Produtos alimentícios que fazem alegações terapêuticas sem comprovação científica ou que contêm ingredientes não autorizados representam riscos significativos à saúde pública.
Os consumidores que possuírem qualquer um dos produtos mencionados nas resoluções da Anvisa devem interromper imediatamente o uso e descartar os itens de forma adequada. A agência recomenda que, ao adquirir suplementos alimentares ou produtos similares, os consumidores verifiquem sempre o registro na Anvisa e evitem produtos que prometem resultados milagrosos ou efeitos terapêuticos.