
Eis que o tabuleiro geopolítico ganha mais uma jogada de mestre — ou de pura necessidade. Na tarde desta quinta-feira, 29 de agosto de 2025, o Palácio do Planalto deu o aval. Um daqueles que ecoa além das paredes de concreto e vidro.
Lula acionou a chamada Lei de Reciprocidade Internacional. Traduzindo: se os Estados Unidos resolvem aumentar tarifas sobre produtos brasileiros, o Brasil fará o mesmo. Ponto final. Ou melhor, vírgula, porque a história não para por aí.
O estopim veio de onde menos se esperava
Washington decidiu, há poucas semanas, elevar alíquotas de importação para uma série de itens nacionais. Aço, suco de laranja, até mesmo o nosso café — ah, o café! — foram atingidos. Motivo? Dizem lá que questões de “competitividade justa”. Só que no jogo das nações, justiça muitas vezes vem com aspas.
O governo brasileiro, claro, não ficou quieto. Reuniu a equipe económica, analisou números, simulou impactos. E a conclusão foi unânime: era hora de revidar. Mas com inteligência. Com estratégia. E dentro da lei.
O que muda na prática?
- Produtos americanos ficarão mais caros no Brasil. De máquinas agrícolas a softwares, tudo pode ser afetado.
- Setores que dependem de importações precisarão se reorganizar — e rápido.
- A bola agora volta para o campo estadunidense. Resta saber se buscarão novo diálogo ou seguirão na trilha do enfrentamento.
Não é a primeira vez que algo assim acontece, claro. Mas a intensidade… essa surpreende. Especialistas já falam em possível “efeito dominó” em outras relações comerciais do Mercosul. Uma verdadeira partida de xadrez com peças que valem bilhões.
E no meio disso tudo, quem sente? O consumidor. O empresário. O trabalhador. Gente real, com contas pra pagar e negócios pra tocar. Porque no fim, guerras tarifárias não são só sobre números — são sobre pessoas.
O recado do Planalto foi claro: o Brasil não vai baixar a cabeça. Mas também não quer briga. Quer respeito. E reciprocidade, no sentido mais literal da palavra.
Os próximos capítulos prometem. Como sempre prometem quando duas potências se encaram no tabuleiro económico global.