
E então, que reviravolta no tabuleiro geopolítico! Reino Unido, Alemanha e França — aquele trio que sempre dá o que falar — acabam de puxar o gatilho de um mecanismo raríssimo das Nações Unidas. Sim, estamos falando da reativação de sanções contra o Irã. A jogada é pesada, estratégica e, convenhamos, cheia de significados.
Não foi uma decisão tomada de supetão. Longe disso. As três potências europeias, conhecidas como E3, vinham tentando há meses um diálogo — que mais parecia um monólogo — com Teerã. A paciência, parece, esgotou. O estopim? Alegadas violações do acordo nuclear de 2015, o famoso JCPoA, que já está mais remendado que roupa de segunda mão.
O Que Isso Significa na Prática?
Ah, a pergunta de um milhão de dólares! Acionar o chamado "snapback" não é como apertar um botão e pronto. É um processo complexo, cheio de idas e vindas no Conselho de Segurança da ONU. Basicamente, abre a porteira para que todas aquelas sanções antigas, que haviam sido suspensas com o acordo nuclear, voltem com força total. E olha, a lista é longa: embargo de armas, congelamento de bens de figuras ligadas ao programa nuclear, restrições financeiras... uma enxurrada de complicações para o governo iraniano.
O Irã, claro, não ficou quieto. Já veio chamando a medida de "ilegal" e "um passo perigoso". Eles argumentam — e até que têm um ponto — que os europeus são quem abandonou os compromissos do acordo primeiro, após a saída dos Estados Unidos sob Trump. É aquele velho jogo de empurra-empurra, só que com consequências globais.
E Agora, José?
O clima nas relações internacionais aqueceu uns bons graus. Essa decisão do E3 isola ainda mais o Irã, mas também aprofunda a fissura entre Europa e Estados Unidos — que já vinha de longa data. Enquanto Washington aplaude de pé a iniciativa, Moscou e Pequim torcem o nariz. A Rússia, membro permanente do Conselho de Segurança, já deu sinais de que pode tentar barrar o processo. Será?
O que é inegável é a mensagem: a via diplomática está esgotada. A Europa, que por anos tentou ser a voz da moderação, parece ter fechado o punho. Resta saber como o Irã vai reagir. Retaliações? Aceleração do enriquecimento de urânio? O medo de uma escalada repentina paira no ar.
Uma coisa é certa: o Oriente Médio, que já não era um mar de rosas, ganhou mais um capítulo turbulento. E o mundo, de olho aberto.