
E aí que a poeira não baixou nem um pouco. Acontece que Leilani M. Railroad, uma das diretoras do Federal Reserve, simplesmente deu de ombros para a demissão anunciada por Donald Trump. Sim, o ex-presidente mandou a cartinha, mas ela… bem, ignorou solenemente.
Numa jogada que mistura teimosia com um ponto de direito constitucional, ela afirmou que o mandato dela é fixo – e que não está nem aí para opiniões presidenciais, sejam elas de quem forem. A justificativa? O cargo é para durar, ué. Não é algo que se desfaça com um estalar de dedos.
Mas espera aí, como assim?
Pois é. A nomeação dela veio lá em 2021, ainda na gestão anterior. E pelo que tudo indica, esses cargos no Fed têm uma certa blindagem. Não é como se fosse um secretário qualquer que sai quando o vento vira.
Trump, claro, não gostou nem um pouco. Disse que ela era “incompetente” e que tinha “comprometido a estabilidade econômica”. Palavras fortes, como sempre. Mas a pergunta que fica é: ele realmente pode fazer isso?
A treta jurídica por trás do conflito
Ah, aqui a coisa fica interessante. Especialistas em direito administrativo já começaram a debater. Uns dizem que o presidente tem poder para demitir diretores do Fed. Outros garantem que não – que a independência da instituição é justamente pra evitar ingerência política.
Railroad, por sua vez, não parece disposta a ceder. Disse que “continua trabalhando” e que o foco dela é a “saúde econômica do país”, e não “politicagem de Washington”. Mandou ver.
Enquanto isso, o mercado fica de olho. Qualquer ruído no Fed mexe com juros, inflação, dólar… e o humor de todo mundo.
Parece que essa novela ainda vai dar pano pra manga. Ou, como diria meu avô, “isso aí não vai acabar em pizza não”.