
Eis que o jogo das relações internacionais ganha um capítulo interessante — para não dizer dramático. O governo brasileiro, não muito diferente daquele amigo que sempre devolve na mesma moeda, acaba de notificar oficialmente os Estados Unidos sobre a aplicação da Lei da Reciprocidade. Sim, aquela velha máxima do "olho por olho, dente por dente" — mas com um toque diplomático.
Traduzindo: como os EUA exigem visto de brasileiros que desejam entrar no país, o Brasil decidiu retribuir o favor. Na mesma medida. Sem maldade, mas com firmeza.
O que significa isso na prática?
Bom, se você é americano e planejava dar uma passadinha por aqui — seja pra curtir uma praia no Nordeste ou fechar um negócio em São Paulo — a coisa pode ficar um pouquinho mais burocrática. A partir de agora, cidadãos dos Estados Unidos também precisarão de visto para entrar no Brasil.
Nada pessoal, claro. É pura reciprocidade. Como diz o ditado: "o combinado não sai caro" — ainda mais quando se trata de relações entre nações.
E o turismo? E os negócios?
Pois é. A medida certamente vai gerar repercussão. O turismo, que vinha aos poucos recuperando seu fôlego pós-pandemia, pode sentir algum impacto. Mas, convenhamos, será que um visto vai realmente impedir alguém de conhecer as Cataratas do Iguaçu ou o Cristo Redentor?
Já no mundo corporativo, a história é outra. Executivos que costumavam fazer viagens rápidas agora terão que planejar com mais antecedência. Papéis, formulários, prazos… ah, a burocracia!
Mas calma — nem tudo são espinhos. A medida também sinaliza algo importante: o Brasil não está mais disposto a aceitar relações desiguais. E isso, no longo prazo, pode fortalecer nossa posição em outras negociações.
Aliás, você sabia que a Lei da Reciprocidade já existe desde a década de 1980? Pois é. Ela não é nenhuma novidade, mas sua aplicação sempre depende — adivinhe — do contexto político e diplomático do momento.
E neste momento, parece que o governo decidiu que era hora de reativá-la. Será que os americanos esperavam por isso? Difícil dizer. Mas uma coisa é certa: o Itamaraty não costuma fazer movimentos por acaso.
Enfim, o recado está dado. Agora é aguardar os próximos capítulos — porque numa relação entre dois países grandes, sempre há mais por vir.
E você, o que acha? Medida justa ou exagero? Bom, pelo menos ninguém pode dizer que não avisaram.