
O que era para ser mais uma noite comum de volta para casa terminou em tragédia. Um marceneiro — nome ainda não divulgado — foi morto a tiros por um policial militar na Zona Leste de São Paulo. Detalhe cruel: a vítima estava desarmada e voltava do batente, segundo testemunhas.
O Ministério Público não perdeu tempo. Já entrou com pedido de prisão preventiva contra o PM, que agora responde por homicídio qualificado. "Temos indícios contundentes de excesso", admitiu um promotor que pediu anonimato — coisa rara nesses casos.
O que se sabe até agora
A versão do policial? Alegou "legítima defesa". Só que as câmeras de segurança contam outra história: o trabalhador estaria com as mãos levantadas quando os disparos aconteceram. "Parecia execução", comentou um vizinho que preferiu não se identificar — medo, sabe como é?
- Local: Rua da Mooca, região industrial
- Horário: Por volta das 22h30
- Vítima: Homem de 38 anos, pai de dois filhos
Curiosamente (ou não), o PM já tinha duas representações disciplinares no currículo. Uma por abordagem truculenta em 2021. Outra por supostamente coagir testemunhas num caso de tráfico ano passado. Coincidência? O MP acha que não.
Repercussão e números que assustam
Só este ano, 14 PMs foram indiciados por homicídio na capital paulista. Desses, apenas 3 chegaram a ser presos. "A corporação precisa urgentemente rever seus protocolos", dispara a defensora pública Mariana Campos, que acompanha casos similares.
Enquanto isso, a viúva do marceneiro tenta explicar aos filhos pequenos que o pai não voltará. "Ele só queria trabalhar e criar seus meninos", diz entre lágrimas. O velório acontecerá nesta sexta, mas a dor — essa vai durar muito mais.