
Eis que a cena bucólica do sertanejo, tão cantada em verso e prosa, esconde por vezes dramas reais — e bem pouco poéticos. Numa tarde de terça-feira, 26 de agosto, a Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito contra um cantor de dupla sertaneja acusado de agredir a própria parceira artística e sentimental.
Pois é. O artista, cujo nome não foi divulgado — sabe como é a lei, né? —, responderá por lesão corporal, injúria, ameaça e dano. Uma combinação pesada, que mancha não só a relação entre dois, mas toda uma imagem construída a base de viola e afinação.
O que rolou, de verdade?
A vítima, corajosa, decidiu não calar. Ela relatou às autoridades que as agressões aconteceram no dia 11 de agosto, durante uma discussão que começou por ciúmes e rapidamente descambou para a violência física. O cantor, fora de si, teria partido para a agressão — e não foi pouco.
Além dos tapas e empurrões, ele também quebrou o celular dela — visando, claro, impedir que pedisse ajuda ou registrasse a agressão. Uma cena clássica de quem quer silenciar o outro, não é mesmo?
E não parou por aí. Ele ainda a ameaçou, dizendo que “ia acabar com ela” se ela contasse a alguém. Mas, graças a Deus, a ameaça não vingou. Ela fugiu, buscou a delegacia e registrou a ocorrência.
A investigação andou — e rápido
O delegado responsável pelo caso, Henrique de Carvalho, não perdeu tempo. Ordenou exame de corpo de delito, colheu depoimentos e analisou as provas. Conclusão? Indiciamiento confirmado. Agora, a bola está no campo da Justiça.
O que me impressiona, sabe? É como casos assim mostram que a violência doméstica não escolhe profissão, fama ou scenario. Acontece na roça, na cidade, no palco… Atrás das cortinas.
E olha: a dupla, que até então fazia sucesso localmente, agora enfrenta um impasse — artístico e humano. Como seguir cantando amor e desilusão quando a realidade é tão mais complexa?
O caso serve de alerta. Um chamado à reflexão sobre relacionamentos abusivos, sobretudo num meio tão exposto — e por vezes tão idealizado — como o musical. A vítima segue sob proteção, e ele, sob a mira da lei.
Fica o drama, a dor e uma pergunta no ar: até quando histórias assim vão se repetir?