PRISÃO EM PERNAMBUCO: Homem é detido como suspeito de assassinar cunhado do atacante Antony, da Seleção
Preso suspeito de matar cunhado do jogador Antony

A coisa esquentou de vez no Grande Recife nesta sexta-feira (30), e não foi por causa do calor típico de Pernambuco. A polícia prendeu um homem – cujo nome ainda não foi divulgado, sabe como é a burocracia – suspeito de ter uma participação direta no assassinato brutal de Bruno Cardoso dos Santos. O nome pode não soar familiar, mas a conexão é das pesadas: ele era cunhado de Antony, o atacante relâmpago que corre nas laterais pela Seleção Brasileira e pelo Manchester United.

O cenário do crime foi Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, e a coisa não foi nada bonita. Bruno foi encontrado já sem vida dentro de um carro, um Hyundai HB20 prateado, que estava estacionado – ou abandonado, né? – na Rua da Prosperidade, no bairro de Caetés I. Os tiros foram vários, e a cena deixou claro que a intenção era matar, sem chance de defesa.

A prisão do suspeito, um cara de 27 anos, aconteceu de madrugada, na Zona Rural de Glória do Goitá, que fica no Agreste do estado. Segundo os investigadores, ele não agiu sozinho. Tudo indica que havia mais gente envolvida, uma turma que provavelmente combinou o crime com antecedência. A motivação? Ainda é um grande ponto de interrogação. Os delegados trabalham com várias linhas de investigação, mas o silêncio por enquanto é quase total.

O caso tem revirado a rotina da família. Imagine só: você é um jogador famoso, reconhecido mundialmente, e de repente a violência urbana, essa realidade tão brasileira, bate à sua porta de uma maneira tão brutal e pessoal. Antony, que começou sua carreira no São Paulo e hoje é ídolo no Ajax e no United, ainda não se manifestou publicamente – e é compreensível, né? É um baque e tanto.

A perícia no local do crime foi minuciosa. Os agentes coletaram cápsulas de bala, que agora vão passar por análise para tentar identificar a arma e, quem sabe, cruzar com outros casos na região. O carro da vítima foi levado para o pátio do Instituto de Criminalística, onde deve ser vasculhado milímetro a milímetro em busca de pistas, digitais, qualquer coisinha que possa levar aos outros envolvidos.

O que mais choca, além da frieza do crime, é o timing. A vítima, Bruno, era um cara conhecido na comunidade, pai de família, e a morte dele deixa um rastro de dúvidas e um medo que se espalha pela região. A violência no Brasil, como sempre, não escolhe vítima – e quando atinge famílias de figuras públicas, joga um holofote ainda mais cruel sobre a nossa incapacidade de resolver problemas básicos de segurança.

O suspeito preso agora aguarda interrogatório e, muito provavelmente, será indiciado por homicídio qualificado. A Justiça já deve marcar audiência de custódia nas próximas horas. Enquanto isso, a polícia segue nas buscas pelos outros possíveis participantes. Alguém viu, alguém sabe. Em caso assim, o silêncio é cúmplice.