CPI dos Pancadões: Chavoso da USP e Rubinho Nunes se estranham em sessão explosiva
CPI dos Pancadões: bate-boca entre Chavoso e vereador

O clima esquentou de verdade na CPI dos Pancadões nesta quinta-feira. E não foi por causa do som alto dos bailes funk que tão investigando, mas sim pelo bate-boca de arrombar ouvidos entre o rapper e estudante de direito Chavoso da USP e o vereador Rubinho Nunes.

A coisa ficou feia quando Chavoso, lá no meio do seu depoimento, soltou a bomba: acusou o vereador de ter ligações com o Primeiro Comando da Capital. "Ele é ligado ao PCC", disparou, sem papas na língua. E aí, meu amigo, o pandemônio se instalou.

O vereador e a reação imediata

Rubinho Nunes não deixou barato. Nem pensar. Imediatamente veio com tudo, negando com unhas e dentes as acusações e ainda por cima chamando a tal fala de "mentira deslavada". Mas espera aí que tem mais: ele não só negou como ainda rebateu, dizendo que na verdade quem tinha que se explicar era o próprio Chavoso.

E não foi um negócio quietinho não. Os dois praticamente gritaram um com o outro, com direito a interrupções e falas atravessadas. Quem tava lá até se assustou com a intensidade da troca de farpas.

O contexto por trás da confusão

Tudo isso rolou porque a CPI tá investigando aqueles bailes funk que acontecem na quebrada - os tais "pancadões". E sabe como é, né? O debate envolve desde questões de segurança pública até liberdade de expressão cultural.

Chavoso, que é uma voz conhecida nas periferias, foi convidado pra falar justamente por entender do assunto. Só que ele resolveu não ficar só no tema dos bailes e partiu pra denúncia pesada.

Já o vereador Rubinho Nunes, do Republicanos, é conhecido por suas posições mais duras em relação a esses eventos. Ele mesmo já propôs projetos pra restringir os pancadões. Agora, ser acusado de ligação com facção criminosa... isso sim foi novidade.

E as consequências?

Bom, depois do barraco, a sessão da CPI teve que ser suspensa temporariamente. Imagina a cena: parlamentares tentando acalmar os ânimos, assessores correndo de um lado pro outro, e todo mundo sem saber muito bem como continuar dali.

Juridicamente, uma acusação dessas é coisa séria. Muito séria. Especialistas que acompanham o caso já comentaram que isso pode até virar processo por calúnia e difamação, dependendo de como as coisas evoluírem.

O que vai sair disso tudo? Difícil dizer. O certo é que a CPI dos Pancadões, que já era quente, agora pegou fogo de vez. E São Paulo inteira fica de olho pra ver no que vai dar essa treta política que mistura funk, política e acusações gravíssimas.