
Era mais uma tarde quente e movimentada no Mercado do Peixe, em Santarém, quando a rotina do local foi interrompida por uma ação que parecia saída de um filme policial. Avisados da chegada dos agentes — não se sabe bem como, talvez um olheiro, um sinal —, os suspeitos entraram em pânico. E aí, é claro, veio a reação mais clássica do mundo do crime: tentar se livrar da prova.
Um dos homens, num ato de desespero que beira o clichê, correu em direção às águas escuras do rio Tapajós e jogou uma porção considerável de drogas. Mas, convenhamos, não é toda hora que a estratégia dá certo. Desta vez, a sorte — ou a falta dela — estava do lado da lei.
Os policiais, que já estavam de olho, agiram rápido. Muito rápido. Antes que o material desaparecesse na correnteza, já estavam lá, garantindo que nada se perdesse. E não se perdeu. Foram apreendidos tabletes de maconha e porções de oxi, além de alguns objetos pessoais que agora farão parte do inquérito.
Três pessoas não tiveram para onde correr e foram detidas no local. Dois deles, já conhecidos das páginas policiais, seguiam em liberdade — um respondendo por tráfico, outro por roubo. O terceiro, até então sem ficha, agora vai começar a ter.
A cena chamou a atenção de quem passava. Afinal, não é sempre que se vê, no coração da cidade, uma operação tão direta. O Mercado do Peixe é ponto turístico, é comércio, é vida — mas, como tantos outros lugares, também é palco de histórias que a gente preferia não contar.
Os presos foram levados para a Delegacia de Plantão, onde a papelada corre solta. A Justiça, agora, é que vai dar a palavra final. Mas, pelo menos por hoje, a mensagem que fica é clara: a lei chegou primeiro.