
O centro de Manaus virou palco de um verdadeiro filme de ação — mas com uma tensão de verdade que nenhuma tela de cinema consegue reproduzir. Nesta quarta-feira, 28, por volta das 15h, o burburinho habitual da região foi interrompido por rajadas de tiros. Sim, rajadas. Dois homens, decididos e armados até os dentes com uma submetralhadora, invadiram uma loja na movimentada Avenida Sete de Setembro como se estivessem em missão de guerra.
Imagina a cena: clientes e funcionários congelados, prateleiras virando refúgio improvisado, o barulho ensurdecedor do metal contra o vidro. E no meio do caos, a correria desesperada de quem só quer sair dali com vida.
Mas o plano — se é que dá pra chamar aquilo de plano — começou a desmoronar mais rápido do que esperavam. A Polícia Militar chegou. E não chegou brincando.
O confronto que parou a cidade
O que se seguiu foi pura troca de fogo. Um tiroteio intenso, pesado, daqueles que ecoa na memória por dias. Os PMs, reagindo ao chamado de emergência, cercaram o local e engajaram no combate direto contra os criminosos. Não foi uma simples ação rotineira; foi um enfrentamento real, do tipo que exige sangue frio e treinamento.
Populares, assustados, se escondiam onde dava — dentro de lojas, atrás de carros, deitados no chão. O comércio, que já vive dias difíceis, parou por completo. O medo tomou conta.
E no olho do furacão, os bandidos. Após a troca de tiros, conseguiram fugir. Sim, escaparam. Mas não sem deixar rastros — e uma sensação generalizada de insegurança.
E agora?
A pergunta que fica, ecoando nas conversas de bar e nos grupos de WhatsApp: até quando? Um assalto à luz do dia, no coração da capital, com arma de guerra e fuga “limpa”? Isso é normal? Isso virou rotina?
A Polícia Militar já iniciou as investigações e busca pelos envolvidos. Mas a população, essa, fica com o gosto amargo da impotência. E a lembrança de que, em plena tarde de quarta-feira, o centro financeiro de Manaus pode virar um campo de batalha.
O Amazonas — e o Brasil — merecem mais do que notícias assim.