
Não deu outra. A madrugada desta quarta-feira (28) em Feira de Santana foi marcada por aqueles sons que ninguém quer ouvir — rajadas de tiros, gritos e o barulho seco de abordagem policial. A rotina do bairro Queimadinha foi violentamente interrompida por uma operação que já estava sendo planejada há semanas, segundo fontes da delegacia.
Três homens — imagine a cena — foram detidos no local, praticamente sem chance de reação. Mas um quarto indivíduo, ah, esse resolveu bancar o herói de filme ruim. Pegou em arma e atirou contra os agentes. O resultado? Tragicamente previsível. Os policiais revidaram, e ele não resistiu aos ferimentos. A perícia ainda vai falar quantos tiros, mas testemunhas contaram que foram pelo menos cinco disparos.
O que a polícia encontrou?
Parece até inventário de loja de armas ilegal: uma pistola ponto 40, carregadores, munição de vários calibres e — pasme — um tablete de maconha do tamanho de um tijolo. Tudo apreendido e já encaminhado para análise. Os três presos estão sendo interrogados e a polícia acredita que eles fazem parte de uma facção que aterroriza a região.
O clima por lá? Tenso, como era de se esperar. Os moradores, coitados, ficaram entre a sensação de alívio e o medo de represálias. "A gente vive refém desses caras", disse uma senhora que não quis se identificar, com a voz ainda trêmula. "Mas e agora? Será que acabou ou vai piorar?"
E agora, o que vai acontecer?
Os presos devem responder por formação de quadrilha, posse ilegal de arma e resistência — claro. O caso do homem morto vai seguir para a corregedoria, que investiga se o uso da força foi proporcional. É sempre assim, né? A polícia faz o trabalho sujo e ainda tem que provar que fez tudo certinho.
Enquanto isso, Feira de Santana tenta voltar à normalidade. Mas a pergunta que fica é: até quando? Porque todo mundo sabe que onde tem um vazio de poder, outro grupo aparece. Espero, sinceramente, que desta vez a operação tenha cortado a cabeça da serpente. Mas duvido — infelizmente, a experiência mostra que é só uma questão de tempo.