STJ afasta ministro Marco Buzzi por denúncias de importunação sexual em decisão unânime
STJ afasta ministro Marco Buzzi por importunação sexual (05.03.2026)

STJ mantém afastamento de ministro Marco Buzzi por denúncias de importunação sexual

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, prorrogar para 14 de abril o prazo para conclusão da sindicância que investiga o ministro Marco Buzzi, alvo de graves denúncias de importunação sexual. A medida ocorre após o tribunal ter afastado cautelarmente o magistrado de suas funções em fevereiro, decisão também tomada por unanimidade pelos colegiados da corte.

Investigação aprofundada e possíveis desdobramentos

Originalmente, uma reunião para analisar os resultados da apuração estava agendada para a próxima terça-feira (10), mas não deve ocorrer devido à extensão do prazo. A prorrogação permitirá que a sindicância realize uma investigação mais detalhada, incluindo a tomada de depoimentos e análise minuciosa das evidências. Conforme fontes internas, a sindicância pode recomendar a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Buzzi, cuja punição máxima poderia ser a aposentadoria compulsória.

Nos bastidores do STJ, ministros avaliam que uma alternativa para Buzzi seria solicitar voluntariamente a aposentadoria, mas isso precisaria ser feito antes da eventual abertura do PAD. Há um entendimento entre os membros do tribunal de que é crucial resolver este caso internamente para demonstrar que a instituição é capaz de "cortar na própria carne" quando necessário, reforçando a transparência e a responsabilidade do Judiciário.

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Detalhes das denúncias e medidas cautelares

Marco Buzzi é alvo de pelo menos duas denúncias formais de importunação sexual. A primeira envolve uma jovem de 18 anos que passou as férias de janeiro com a família na residência do ministro em Santa Catarina. A segunda denúncia partiu de uma mulher que trabalhou em seu gabinete, com o suposto episódio ocorrendo em 2023. Ambas as acusações foram formalizadas perante o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e posteriormente encaminhadas ao STJ, com o material das apurações sendo compartilhado entre os órgãos.

Em comunicado oficial, o STJ ressaltou que o afastamento de Buzzi é "cautelar, temporário e excepcional". Durante este período, o ministro está impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas funcionais, além de ter o acesso às dependências do tribunal bloqueado. A defesa de Marco Buzzi nega veementemente todas as acusações, apresentando uma defesa escrita que alega inocência e sustenta a ausência de provas concretas contra o magistrado.

O caso segue sob intenso escrutínio, com a expectativa de que a sindicância conclua suas investigações em abril, podendo definir o futuro jurídico e profissional do ministro no STJ. A sociedade aguarda os desfechos com atenção, dado o impacto do caso na credibilidade das instituições judiciais brasileiras.

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