Adolescente de 13 anos é apreendido após roubar carro no Bosque dos Buritis, em Goiânia
Adolescente de 13 anos apreendido por roubo de carro em Goiânia

Imagina só: uma tarde aparentemente tranquila no pulmão verde de Goiânia, o Bosque dos Buritis, transformada em cenário de um crime que deixou muita gente de queixo caído. E o protagonista? Um garoto de apenas 13 anos, que mal deveria estar pensando em brincadeiras de criança.

Pois é. Aconteceu nesta quarta-feira (28) — aquele dia que começou normal, mas que reservava uma surpresa nada agradável. O adolescente, cuja identidade obviamente não será revelada, decidiu que faria algo radicalmente diferente: meteu os pés pelas mãos e furtou um carro que estava estacionado por ali.

Não demorou muito, pra ser sincero. A sorte — se é que podemos chamar assim — não estava do lado dele. A Polícia Militar foi acionada rapidamente e, num piscar de olhos, localizou o veículo e o jovem infrator. Apreensão imediata, é claro. O que será que passa pela cabeça de alguém tão novo numa hora dessas?

O que acontece depois?

Bom, como se trata de um adolescente, o procedimento é diferente. Ele não vai pra uma cadeia comum, obviamente. Foi conduzido à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), onde o caso será averiguado dentro dos trâmites legais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

É aquela história: ato infracional equivale a crime, mas a punição — ou melhor, a medida socioeducativa — é outra. A gente até torce para que isso sirva como um freio, um alerta, um ponto de virada na vida desse jovem. Porque, convenhamos, começar assim tão cedo não é nada promissor.

E o carro?

O veículo, um Fiat Mobi, foi recuperado intacto — ainda bem. Já foi devolvido ao proprietário, que deve ter suspirou aliviado ao tê-lo de volta. Roubo é sempre uma situação traumatizante, ainda mais quando acontece num lugar que deveria ser sinônimo de paz, como o Bosque.

O caso reacende a discussão sobre a vulnerabilidade juvenil, a influência do ambiente, a efetividade das políticas de prevenção… Mas, no fim das contas, é mais um episódio que termina com um adolescente tendo seus direitos suspensos — e a sociedade se perguntando onde foi que a gente falhou.