Chefe do ICE em Minnesota propõe fim de operações contra imigrantes após morte de homem
O chefe temporário do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minnesota, nos Estados Unidos, anunciou nesta quinta-feira (12) ter proposto ao presidente Donald Trump o fim das operações do órgão contra imigrantes no estado norte-americano. A declaração ocorre após protestos perto do local onde Alex Pretti foi morto a tiros por agentes federais em Minneapolis, em 24 de janeiro de 2026.
Redução significativa de agentes em andamento
Tom Homan, conhecido como o "czar da fronteira" de Trump e enviado temporariamente para chefiar as ações do ICE em Minnesota, afirmou que uma redução "significativa" de agentes já está em curso nesta semana. "Propus (a retirada total), e o presidente Trump concordou, que esta operação de reforço militar seja concluída", disse Homan a repórteres durante uma coletiva de imprensa.
Os manifestantes carregaram cartazes condenando o ICE perto do local do incidente, destacando a tensão crescente em torno das políticas de imigração. Sob a Operação Metro Surge, Trump havia mobilizado aproximadamente 3.000 agentes de imigração armados até o final de janeiro para deportar migrantes em Minnesota, com foco especial em Minneapolis, a maior cidade do estado.
Contexto da morte de Alex Pretti
A morte de Alex Pretti, ocorrida durante uma tentativa de detenção por agentes federais, intensificou os debates sobre as táticas do ICE. Homan não detalhou se a proposta de encerramento das operações está diretamente ligada ao caso, mas o timing sugere uma resposta às pressões públicas e protestos.
Esta reportagem está em atualização, com mais informações esperadas sobre o desdobramento das negociações entre Homan e a administração Trump. A situação reflete um momento crítico nas políticas de imigração dos EUA, onde ações federais enfrentam crescente escrutínio e oposição local.