
Parece que a farra dos criminosos que usam fintechs para lavar dinheiro está com os dias contados — e não, não é exagero. Fernando Haddad, nosso Ministro da Fazenda, soltou o verbo hoje e deixou claro: a tecnologia que antes facilitava a vida dos bandidos agora vai virar contra eles.
Numa daquelas reuniões que normalmente seriam maçantes, Haddad surgiu com uma energia diferente. Dá pra sentir que ele está realmente cansado desse jogo de gato e rato. "Estamos construindo um sistema de inteligência que vai seguir o dinheiro onde quer que ele esteja", declarou, com aquela convicção de quem já viu a jogada dar certo antes.
Como a nova estratégia vai funcionar na prática?
Bom, a coisa é mais sofisticada do que parece. Não se trata só de colocar um fiscal de plantão. A Receita Federal está desenvolvendo — pasmem — uma plataforma com IA capaz de analisar padrões de transação que nem humanos conseguem detectar. Coisa de filme de espionagem, mas é real.
Imagine só: algoritmos vasculhando milhões de operações simultaneamente, identificando aquele movimento suspeito que sempre passava despercebito. Transações em horários incomuns, valores que não batem, destinatários que não fazem sentido — tudo isso vai acender luzes vermelhas automaticamente.
O pulo do gato tecnológico
O que me chamou atenção foi a abordagem. Em vez de ficar correndo atrás preenchendo papelada, eles estão partindo para o ataque preventivo. É como colocar câmeras de velocidade que multam antes mesmo do carro passar — a analogia é minha, mas acho que funciona.
E tem mais: as instituições financeiras terão que compartilhar dados entre si de forma muito mais ágil. Sem burocracia, sem demora. Quando uma fintech identificar algo estranho, o alerta vai correr o sistema inteiro em questão de segundos.
E os usuários comuns? Vão ser prejudicados?
Essa é a pergunta que todo mundo faz. Segundo Haddad, não — pelo contrário. A ideia é justamente proteger quem usa os serviços digitais de forma honesta. "Quem não deve não teme", ele disse, mas com uma ressalva importante: a privacidade dos cidadãos será respeitada.
O sistema vai focar em comportamentos, não em pessoas específicas. A menos, claro, que seu comportamento financeiro se pareça com o de um traficante ou lavador de dinheiro. Aí, meu amigo, as coisas podem ficar complicadas.
O timing não poderia ser melhor. Com o crescimento explosivo das fintechs nos últimos anos, os criminosos encontraram um paraíso temporário. Agora, parece que o paraíso vai virar um inferno digital para eles.
Haddad finalizou com um aviso que ecoou na sala: "Não vamos descansar enquanto houver uma única operação suspeita passando pelas brechas do sistema". E digo mais — pela primeira vez, acreditei que é possível.