
Era supostamente uma casa comum, numa rua comum de um bairro comum. Mas o que a Polícia Militar encontrou lá dentro durante uma busca de rotina nesta terça-feira (27) foi qualquer coisa menos comum. Uma cena que beira o inacreditável e deixou até os agentes mais experientes de cabelo em pé.
Na cozinha, uma frigideira ainda quente no fogão. Dentro, pedaços de carne sendo preparados. Só que essa não era uma refeição qualquer. Ao redor, espalhados pelo chão e em sacos plásticos, dezenas de ossos de animais — e não eram de boi ou frango, não.
Os policiais imediatamente desconfiaram do cenário macabro. O cheiro, a aparência dos ossos, tudo indicava que aqueles restos pertenciam a animais domésticos. Cães e gatos, para ser mais exato. A suspeita, que parece saída de um filme de terror, é de que o morador — um homem de 36 anos — estivesse cozinhando os bichinhos para consumo próprio.
"Cena de horror" dentro de casa
Não foi só na cozinha que a situação se mostrou assustadora. A varanda da casa, em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, parecia um pequeno cemitério irregular. Mais ossos, inclusive crânios, foram encontrados ao ar livre, misturados a lixo e outros objetos. Uma visão digna de pesadelo.
O que leva uma pessoa a fazer algo assim? É difícil entender, ainda mais num estado conhecido pelo seu amor aos animais e belezas naturais. Os vizinhos, é claro, ficaram em choque. Muitos nem queriam acreditar no que estava acontecendo bem ao lado de suas casas.
Preso em flagrante e levado para a cadeia
Diante das evidências, o homem não teve muito como negar. Foi preso em flagrante por maus-tratos aos animais — crime previsto na Lei 9.605/98 — e levado para o Presídio de Itajaí. A pena para esse tipo de delito pode chegar a cinco anos de prisão, multa e proibição de guarda de animais.
Além dos restos mortais, a polícia apreendeu facas, um machado e outras ferramentas que possivelmente eram usadas nos atos de crueldade. Tudo vai servir de material para a investigação, que agora continua apurando se havia mais pessoas envolvidas ou se o homem agia sozinho.
Uma pergunta que fica no ar: quantos animais podem ter sido sacrificados dessa maneira horrível? A polícia ainda está contabilizando os ossos, mas a quantidade parece ser significativa. Uma tristeza sem fim para quem ama os animais.
Casos como esse nos fazem questionar até onde pode ir a crueldade humana. E servem de alerta para que fiquemos atentos aos sinais — porque algumas coisas simplesmente não podem ser normalizadas, jamais.