Incêndio de Grandes Proporções Consome Fábrica de Estofados em Feira de Santana; Bombeiros Controlam Labaredas Após Intenso Combate
Incêndio consome fábrica de estofados na Bahia

O sábado, que prometia ser um dia de calma, amanheceu com o céu de Feira de Santana encoberto por uma densa cortina de fumaça. Não era o tempo fechado, mas sim um incêndio de arrepiar — e dos grandes — que consumia uma fábrica de estofados no bairro do Muchila. O negócio era sério, para dizer o mínimo.

Por volta das 8h da manhã, as primeiras chamadas, cheias de desespero, começaram a chegar ao quartel do Corpo de Bombeiros. A vizinhança, em pânico, relatava labaredas altas e uma fumaça preta e espessa que você nem imagina. Em tempo recorde — coisa de 15 minutos, um verdadeiro milagre no trânsito caótico —, os primeiros caminhões já estavam no local.

A cena era de caos total. O fogo, aproveitando-se do estoque de espuma, tecidos e madeira, se alastrava com uma fúria impressionante. Os bombeiros, heróis sem capa, tiveram que travar uma verdadeira batalha. Não foi fácil, viu? Eles usaram o que tinham à disposição: o famoso «combate direto» com poderosos jatos d'água para tentar domar as chamas que ameaçavam engolir tudo.

Uma operação complexa e de alto risco

O maior desafio, segundo um tenente que estava no local — e que parecia exausto —, era justamente o tipo de material que queimava. Espuma e tecido são um combustível dos bons para o fogo, que se espalha rápido e queima com uma intensidade brutal. A operação foi, nas palavras dele, «complexa e de alto risco».

Mas, graças a um trabalho incansável e coordenado, eles conseguiram isolar o incêndio. Impedir que ele se propagasse para outras áreas da fábrica ou, pior ainda, para empresas vizinhas, foi a prioridade máxima. E deu certo. Por volta do meio-dia, aquele inferno todo já estava controlado. A fumaça começou a clarear, e o alívio era visível no rosto de todos.

Ah, e o mais importante: até onde se sabe, não houve nenhuma vítima. Todos os funcionários conseguiram sair a tempo, o que é uma notícia fantástica no meio de uma tragédia dessas. A fábrica, claro, ficou bastante danificada. A estrutura sofreu, e o prejuízo material vai ser salgado — mas isso a gente só vai saber direito depois de uma vistoria técnica mais detalhada.

E agora, o que acontece?

Enquanto os últimos focos de calor eram resfriados, uma pergunta pairava no ar: o que teria começado esse incêndio? A resposta, por enquanto, é um grande ponto de interrogação. Os peritos criminais já foram acionados para investigar a origem do fogo. Só eles vão poder dizer com certeza se foi um curto-circuito, uma falha humana ou algo completamente diferente.

O cheiro de queimado ainda deve permanecer no Muchila por algum tempo, um lembrete amargo de como as coisas podem mudar em questão de minutos. A rapidez dos bombeiros, sem dúvida, evitou uma catástrofe ainda maior. A cidade, mais uma vez, depende desses profissionais que correm para o perigo enquanto todos fogem dele.