Pesquisa anima aliados de Tarcísio, que pedem cautela na corrida presidencial
Aliados pedem que Tarcísio 'jogue parado' sobre eleição

O cenário eleitoral nacional está aquecendo os debates no entorno do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Seus aliados políticos demonstraram entusiasmo com os números recentes de intenção de voto para a Presidência da República e estão aconselhando o chefe do Executivo paulista a adotar uma postura de cautela.

Estratégia de espera ganha força

A recomendação que circula entre os próximos ao governador é clara: "jogar parado" em relação às eleições gerais. A avaliação é de que é mais vantajoso para Tarcísio conter os impulsos de uma campanha aberta pela reeleição ao governo de São Paulo. O motivo por trás dessa estratégia é a crença de que ele pode emergir como o candidato natural da centro-direita ao Palácio do Planalto, caso a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro não ganhe tração nos próximos meses.

O estímulo para essa movimentação veio de um levantamento específico. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada recentemente, colocou Tarcísio de Freitas como o nome mais competitivo em um eventual confronto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diante desse panorama, interlocutores passaram a defender publicamente que o governador adote um "compasso de espera", observando a evolução do cenário político nacional.

Reafirmação da reeleição e apoio a Flávio

Apesar das especulações e dos conselhos de seus aliados, Tarcísio de Freitas se posicionou de maneira firme. Nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, ele reafirmou publicamente seu projeto político de curto prazo: disputar a reeleição para o governo de São Paulo.

Em declarações à imprensa, o governador foi enfático ao negar qualquer outro plano. "Nunca teve esse projeto. É que vocês não acreditam. Mas eu sempre estou falando que meu projeto é reeleição, reeleição", afirmou Tarcísio, referindo-se à possibilidade de concorrer à Presidência. Sobre a corrida nacional, ele deixou claro seu alinhamento: "O Flávio é um grande nome, já falei que ele é meu candidato, que vai ter o nosso apoio".

Pressões nos bastidores e o cenário futuro

A posição de Tarcísio também atende a uma cobrança que vinha ocorrendo nos bastidores. O clã bolsonarista esperava uma declaração de apoio mais incisiva do governador em relação a Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com suas falas, Tarcísio buscou equilibrar a pressão dos aliados nacionais com sua própria estratégia estadual.

Analistas políticos destacam que, independentemente do discurso oficial, os números da pesquisa criaram um novo fato político. A competitividade de Tarcísio em um cenário nacional contra Lula o coloca em uma posição de reserva de mercado para setores influentes como o empresariado, o agronegócio e o mercado financeiro, que já o veem com simpatia.

Os próximos meses serão decisivos. A trajetória das intenções de voto de Flávio Bolsonaro será monitorada de perto. Se houver uma estagnação ou queda, a pressão sobre Tarcísio de Freitas para que assuma a liderança da centro-direita na corrida presidencial tende a aumentar significativamente, podendo forçar uma revisão de seus planos atuais.