Comando de Defesa Aeroespacial detecta presença militar russa em área monitorada próxima ao território norte-americano
O Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) confirmou nesta quinta-feira (19) a detecção e monitoramento de múltiplas aeronaves militares da Rússia operando na Zona de Identificação de Defesa Aérea do Alasca. Esta área representa uma região de vigilância que precede o espaço aéreo soberano dos Estados Unidos, servindo como primeira linha de alerta para possíveis ameaças.
Composição da frota russa identificada pelas forças de defesa
De acordo com o comunicado oficial emitido pelo comando conjunto dos Estados Unidos e Canadá, foram identificados com precisão dois bombardeiros estratégicos Tu-95, conhecidos por sua capacidade de longo alcance, acompanhados por dois caças de superioridade aérea Su-35 e uma aeronave especializada em alerta aéreo antecipado do modelo A-50. Todas essas aeronaves mantiveram-se em operação nas proximidades do Alasca, dentro dos limites estabelecidos pela zona de identificação, porém permanecendo estritamente em espaço aéreo internacional durante toda a duração da missão.
Resposta imediata das forças de defesa norte-americanas
Em reação à presença das aeronaves russas, o NORAD mobilizou imediatamente uma força de interceptação composta por dois caças F-16, dois caças de quinta geração F-35, uma aeronave de vigilância aérea E-3 Sentry e quatro aviões-tanque KC-135 para garantir o reabastecimento em voo. A missão principal dessas unidades consistiu em interceptar, identificar positivamente e escoltar os aviões russos através da zona monitorada, mantendo um acompanhamento constante de todos os movimentos realizados.
Garantias sobre a soberania do espaço aéreo norte-americano
O comando conjunto enfatizou que as aeronaves russas não violaram em nenhum momento o espaço aéreo soberano dos Estados Unidos ou do Canadá. Os aviões foram acompanhados de forma contínua pelas forças de defesa até que deixaram completamente a zona de identificação de defesa aérea do Alasca, retornando a suas áreas de operação habituais. Este procedimento segue protocolos estabelecidos para situações similares que ocorrem periodicamente na região.
Operações de vigilância consideradas rotineiras na região ártica
O NORAD reforçou em seu comunicado que operações deste tipo são monitoradas de maneira rotineira e sistemática, fazendo parte das atividades regulares de vigilância e defesa aérea que mantêm a segurança do espaço aéreo norte-americano. A região do Alasca, devido à sua proximidade geográfica com o território russo, frequentemente testemunha esse tipo de movimentação militar, que é tratada com profissionalismo pelas forças de defesa aliadas.
O comando destacou ainda que esses procedimentos de interceptação e acompanhamento são essenciais para manter a transparência e evitar mal-entendidos que poderiam escalar para situações mais delicadas. A capacidade de resposta rápida demonstrada nesta ocasião reflete o alto nível de prontidão mantido pelas forças de defesa aeroespacial na região ártica, uma área estratégica de importância crescente no cenário geopolítico contemporâneo.