
Parece que o governo federal está com a mente feita: enquanto todo mundo fala em cortar gastos, a equipe econômica segue batendo na mesma tecla — aumentar a carga tributária. Não é de hoje que essa estratégia divide opiniões, mas agora o assunto voltou com tudo aos corredores de Brasília.
Quem acompanha os bastidores sabe: o Palácio do Planalto parece ter um caso de amor com taxações. Enquanto isso, medidas impopulares — mas necessárias — como o enxugamento da máquina pública continuam engavetadas. Será que estamos diante de mais um capítulo da velha história "empurrar com a barriga"?
O dilema fiscal que não quer calar
Os números não mentem — e pintam um cenário preocupante. Com o rombo nas contas públicas batendo recordes, especialistas alertam: sem reformas estruturais, o buraco só tende a aumentar. Mas convenhamos, cortar gastos não rende votos, não é mesmo?
Enquanto isso, as ideias que circulam pelos gabinetes ministeriais incluem:
- Novas taxações sobre setores específicos
- Aumento de alíquotas para "quem pode pagar"
- Recriação de tributos extintos (com novos nomes, claro)
Não me entenda mal — arrecadar é importante. Mas será que só aumentar impostos resolve? A julgar pela experiência de outros países, a resposta parece óbvia.
O elefante na sala: a reforma administrativa
Todo mundo sabe, ninguém fala: o gasto com funcionalismo público consome uma fatia enorme do orçamento. Mas mexer nesse vespeiro? Melhor deixar quieto — pelo menos é o que parece pensar a atual gestão.
Entre um café e outro, os técnicos do Ministério da Economia até tentam emplacar medidas de contenção. Só que, quando chegam na mesa do presidente, viram pó. E aí? Como equilibrar as contas sem tocar nesse tema sensível?
— "É como tentar secar o chão com a torneira aberta", resumiu um economista que prefere não se identificar. E não é que ele tem razão?
O preço que todos pagamos
Enquanto o debate sobre eficiência fiscal fica em segundo plano, os efeitos já começam a aparecer no bolso do cidadão:
- Inflação de serviços públicos
- Juros mais altos para conter os gastos
- Menos investimentos em áreas essenciais
E o pior? Essa conta sempre acaba chegando para você, caro contribuinte. Quem dera fosse só teoria — mas infelizmente, a prática mostra que o remédio amargo acaba sendo inevitável. A questão é: quanto mais esperamos, mais doloroso fica.
No fim das contas, parece que estamos repetindo erros do passado. Como dizia meu avô: "Quem não aprende com a história está condenado a pagar mais impostos". Brincadeiras à parte, o momento pede coragem — será que teremos?