O número de atendimentos por suspeita de asma no estado de São Paulo mais que dobrou nos últimos dois anos, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde. Em fevereiro deste ano, foram registrados mais de 11 mil procedimentos, um aumento de 24,8% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 101% comparado a fevereiro de 2024.
Crescimento constante
A curva de atendimentos não é pontual. Ao longo de 2025, os registros já estavam em patamar elevado, com pico em agosto, quando ultrapassaram 18 mil — o maior volume da série histórica. Na capital paulista, março de 2026 contabilizou 8.104 atendimentos, queda de 4,3% ante março de 2025, mas ainda 10,2% acima dos 7.351 casos de março de 2024.
Sintomas banalizados
Especialistas alertam que os sintomas da asma — falta de ar, tosse, chiado no peito e dificuldade para dormir — são frequentemente confundidos com problemas respiratórios simples. A alergista Patricia Tarifa Loureiro orienta: “Se você tem um filho que, ao correr ou rir, tosse incessantemente, ou acorda à noite com chiado e falta de ar, deve procurar a unidade básica de saúde”. Após o diagnóstico, pacientes são encaminhados para centros de especialidade.
A agente comunitária Thaís Gomes de Moraes relata: “Eu trouxe minha filha achando que era resfriado, mas a médica explicou que é asma. A asma é muito rápida; qualquer vírus a desencadeia mais rápido que um resfriado comum”.
Fatores de risco e prevenção
Entre os fatores de risco estão poluição, histórico familiar e tabagismo — filhos de mães fumantes têm maior chance de desenvolver a doença. Em casos graves, como dificuldade para respirar ou falar, a recomendação é buscar urgência. As secretarias de Saúde alertam contra a automedicação, que pode mascarar a gravidade do quadro.



