PIB brasileiro desacelera para 2,3% no quarto trimestre, o menor ritmo desde 2021
PIB desacelera para 2,3% no 4º trimestre, menor ritmo desde 2021

PIB brasileiro registra desaceleração e atinge o ritmo mais fraco desde 2021

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta terça-feira, 3 de março de 2026, que o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 2,3% no quarto trimestre, registrando o ritmo mais baixo dos últimos cinco anos, considerando o período desde a crise provocada pela pandemia de Covid-19. Este resultado confirma uma desaceleração significativa na economia brasileira em 2025, mesmo com o forte desempenho do setor agropecuário e o avanço dos investimentos.

Desempenho por setores da produção

Na ótica da produção, o desempenho do Valor Adicionado foi sustentado principalmente pela Agropecuária, que apresentou uma expansão expressiva de 11,7%. Este resultado foi impulsionado pelo aumento da produção e pelos ganhos de produtividade no segmento agrícola ao longo de 2025. Em contraste, a Indústria teve um crescimento mais moderado, de apenas 1,4%, enquanto o setor de Serviços avançou 1,8%, refletindo um cenário de atividade econômica mais contida e cautelosa.

Evolução histórica do crescimento econômico

Após a forte retração observada em 2020 devido à pandemia, a economia brasileira surpreendeu entre 2021 e 2024 com taxas de crescimento superiores às expectativas dos analistas. Em 2021, o PIB avançou 4,8%, o melhor desempenho do período recente. Em 2022, o ritmo desacelerou para 3%, seguido por alta de 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024. Já em 2025, o crescimento perdeu intensidade, marcando o resultado mais fraco desde o início da recuperação pós-pandemia, com uma desaceleração que preocupa especialistas e investidores.

Investimentos e formação bruta de capital fixo

Pela ótica da despesa, a Formação Bruta de Capital Fixo apresentou uma elevação de 2,9%, movimento associado principalmente ao aumento das importações de bens de capital, à expansão dos investimentos em desenvolvimento de software e ao desempenho positivo da construção civil. Esses fatores compensaram a retração na produção doméstica de bens de capital, contribuindo para sustentar o nível de investimento na economia, embora em um ritmo mais lento do que nos anos anteriores.

Esta desaceleração do PIB em 2025, apesar dos pontos positivos como o forte desempenho da agropecuária, indica um cenário econômico mais desafiador para o Brasil, com necessidade de políticas que estimulem a retomada do crescimento em setores-chave como indústria e serviços.