Mercados financeiros reagem à guerra no Oriente Médio com quedas e alta do petróleo
Mercados caem com guerra no Oriente Médio e alta do petróleo

Mercados globais em queda com escalada do conflito no Oriente Médio

Os mercados financeiros internacionais iniciaram a terça-feira com significativas quedas, em uma reação direta à intensificação das hostilidades no Oriente Médio. Israel, após supostamente convencer os Estados Unidos a iniciar ataques ao Irã, anunciou planos de ocupar áreas consideradas estratégicas do Líbano. Em resposta, Teerã realizou novos ataques na região, com relatos internacionais indicando bombardeios à embaixada americana no Kuwait.

Petróleo dispara e pressiona inflação global

O petróleo, tradicional símbolo dos impactos globais de conflitos naquela região, registrou uma alta superior a 5% nesta manhã, ultrapassando a marca de US$ 82 por barril. Esse novo patamar deve gerar implicações significativas sobre a inflação em escala mundial. Na véspera, o presidente americano Donald Trump manifestou a expectativa de que a guerra se estenda por quatro a cinco semanas. A reação dos mercados, contudo, demonstra uma clara descrença em um conflito com término previsível.

O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras negociadas em Nova York, recuou mais de 2% nesta manhã. Essa queda ocorre após o Ibovespa ter conseguido escapar do território negativo durante a sessão de segunda-feira.

Atenção dividida entre geopolítica e economia doméstica

A Faria Lima, coração financeiro do Brasil, deve passar o dia com atenções completamente divididas entre o noticiário geopolítico de alta tensão e os indicadores da economia doméstica. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta manhã o Produto Interno Bruto (PIB) referente ao quarto trimestre de 2025, sob uma forte expectativa de que a economia brasileira tenha estagnado no final do ano passado.

Posteriormente, à tarde, o Ministério do Trabalho e Emprego publicará os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) relativos ao mês de março. Esses números são aguardados com grande interesse para avaliar o comportamento do mercado de trabalho nacional.

Agenda econômica e política do dia

A agenda deste dia está repleta de eventos importantes:

  • 9h: Zona do Euro divulga o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) preliminar de fevereiro.
  • 11h: IBGE anuncia oficialmente o PIB do 4º trimestre de 2025.
  • 16h: Publicação dos dados do Caged de janeiro.
  • 19h: Presidente Lula visita a fábrica da Bionovis em Valinhos, interior de São Paulo.
  • 22h: Lula e o ministro Luiz Marinho participam da abertura da II Conferência Nacional do Trabalho, na cidade de São Paulo.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump recebe Friedrich Merz na Casa Branca para discussões bilaterais.

Balanços corporativos em destaque

Após o fechamento do mercado, estão previstos os balanços trimestrais das empresas Auren e RD Saúde, que serão analisados pelos investidores.

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