Mercado financeiro reduz projeção de inflação para 2026, sexta queda consecutiva
Mercado reduz projeção de inflação para 2026, sexta queda seguida

Economistas reduzem projeção de inflação para 2026 no sexto recuo consecutivo

Os especialistas do mercado financeiro ajustaram para baixo sua estimativa de inflação para o ano de 2026, marcando o sexto declínio seguido deste importante indicador econômico. De acordo com o mais recente boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (18), a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 3,97% para 3,95% ao ano.

Pesquisa abrangente com instituições financeiras

Esta estimativa é resultado de uma pesquisa realizada na semana passada com mais de 100 instituições financeiras, que compõem o levantamento regular do BC. Se confirmada, a inflação de 2026 ficará significativamente abaixo do registrado no ano anterior, quando o IPCA acumulou 4,26%.

Desde o início de 2025, com a implementação do sistema de meta contínua, o objetivo primordial das autoridades monetárias é manter a inflação em 3%, considerando-se dentro da meta quando varia entre 1,50% e 4,50%.

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Por que a inflação importa para o poder de compra

A inflação elevada representa um desafio direto ao poder de compra da população, especialmente para aqueles que recebem salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços dos produtos e serviços sobem, enquanto os rendimentos não acompanham esse aumento na mesma proporção, reduzindo a capacidade de consumo das famílias.

Expectativas para os próximos anos e outros indicadores

Além da projeção para 2026, o boletim Focus trouxe outras estimativas importantes para a economia brasileira:

  • Para 2027: A expectativa de inflação permaneceu estável em 3,80%
  • Para 2028: A previsão foi mantida em 3,50%
  • Para 2029: A estimativa continuou em 3,50%

Taxa de juros em perspectiva de queda

Após a manutenção da taxa básica da economia em 15% ao ano no mês passado – o maior patamar em quase duas décadas –, o mercado financeiro mantém a expectativa de redução dos juros ainda neste ano. Para o encerramento de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano, representando uma queda de 2,25 pontos percentuais na Selic.

As projeções para os anos seguintes também se mantiveram estáveis:

  1. Para o fechamento de 2027: 10,50% ao ano
  2. Para o fim de 2028: 10% ao ano

Crescimento econômico moderado

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, a estimativa do mercado se manteve em alta de 1,80% na semana passada. Este valor está abaixo dos aproximadamente 2,25% projetados para o ano de 2025, indicando uma desaceleração da atividade econômica.

O Produto Interno Bruto representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve como principal termômetro para medir o desempenho da economia nacional. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB também foi mantida em 1,8%.

Estabilidade cambial mesmo em ano eleitoral

O mercado financeiro projetou relativa estabilidade na taxa de câmbio para este ano, mesmo diante do período eleitoral – que tradicionalmente exerce pressão de alta sobre o dólar. Após a moeda norte-americana ter recuado mais de 11% no ano passado, influenciada também pelos juros elevados no Brasil, e fechado 2025 em R$ 5,4887, os economistas mantiveram a expectativa de que a taxa terminará 2026 em R$ 5,50.

O desempenho do dólar em 2025 foi considerado o pior em quase uma década, refletindo apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), além de preocupações com o déficit das contas públicas e com a condução da economia pelo presidente Donald Trump.

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