Especialista alerta: empresas estrangeiras podem enfrentar barreiras na América Latina após acordo Mercosul-UE
Patrick O'Neill, sócio e fundador da Sherlock Communications, agência especializada em conectar marcas globais ao público latino-americano, emitiu um alerta importante para empresas internacionais interessadas na região. Segundo ele, o Acordo de Associação assinado em janeiro entre o Mercosul e a União Europeia representa uma transformação no cenário comercial, mas não pode ser reduzido apenas à questão de tarifas.
Mais do que redução de tarifas
O'Neill enfatizou que o acordo inaugura uma nova etapa para o empresariado brasileiro e latino-americano, criando uma das maiores zonas de livre-comércio do mundo. No entanto, ele argumenta que o sucesso bilateral depende de fatores que vão além da simples abertura comercial.
"Não basta apenas operar no mercado, é preciso ser entendido, ter confiança e construir reputação em ambientes que têm dinâmicas próprias, culturas distintas e expectativas diversas", explicou o comunicador.
Respeito às nuances locais é fundamental
O especialista destacou que as empresas estrangeiras que desejam aproveitar as oportunidades do acordo precisam adotar uma abordagem estratégica que considere:
- As particularidades culturais de cada país do Mercosul
- As dinâmicas econômicas específicas de cada mercado
- As expectativas diversas dos consumidores latino-americanos
- Os requisitos de integridade, transparência e conformidade regulatória
Segundo O'Neill, caso as companhias internacionais não desenvolvam uma comunicação estratégica adequada, elas podem enfrentar "resistência de marca" na América Latina, comprometendo seus investimentos e planos de expansão.
Reposicionamento estratégico necessário
O acordo, assinado há menos de dois meses no Paraguai, representa um ponto de inflexão nas relações comerciais globais. Para o fundador da Sherlock Communications, este momento exige que as marcas globais realizem um reposicionamento estratégico em um dos mercados mais promissores do mundo.
O'Neill concluiu que a simples aposta na redução de tarifas não será suficiente para garantir o sucesso das empresas estrangeiras na região. A construção de confiança e reputação, através do respeito às nuances locais, será determinante para quem deseja se estabelecer com sucesso na América Latina no contexto do novo acordo comercial.



