Mercado prevê corte menor de juros pelo BC devido à guerra e alta do petróleo
Corte menor de juros pelo BC é previsto com guerra e petróleo caro

Mercado financeiro antecipa corte menor da taxa Selic nesta semana

O mercado financeiro revisou suas projeções e agora espera um corte menor dos juros pelo Banco Central nesta semana, em meio ao cenário de incertezas gerado pelo conflito internacional e pela disparada no preço do petróleo. Inicialmente, as expectativas apontavam para uma redução mais agressiva, mas a volatilidade dos mercados e as pressões inflacionárias levaram os analistas a ajustarem suas previsões.

Projeção da taxa Selic cai para 14,75% ao ano

De acordo com as últimas análises, a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, deve ser reduzida para 14,75% ao ano. Esse movimento representa um passo mais cauteloso do BC, que busca equilibrar o estímulo à economia com o controle da inflação, especialmente diante do aumento expressivo nos custos do combustível.

O preço do barril de petróleo já ultrapassou a marca de US$ 105, acumulando uma alta de 40% desde o início do conflito. Essa escalada tem impactado diretamente os preços internos e elevado as preocupações com a estabilidade econômica.

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Contexto de guerra influencia decisão monetária

A guerra em curso, que já entra na terceira semana, criou um ambiente de incertezas globais, afetando o fluxo comercial e as cadeias de suprimentos. O Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte marítimo, enfrenta interrupções, agravando a situação.

Além disso, medidas como o pacote anunciado pelo governo para conter o preço do diesel refletem os esforços para mitigar os efeitos da inflação em produtos essenciais.

Indicadores econômicos mostram resiliência

Em contrapartida, o IBC-BR, indicador de atividade econômica, registrou um avanço de 0,78% em janeiro, puxado pela indústria e serviços, mesmo com retração no setor agropecuário. Esse dado sugere uma certa resiliência da economia brasileira, mas não suficiente para afastar os riscos externos.

Os olhos do mercado estarão voltados para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), onde a decisão final será tomada, considerando todos esses fatores complexos.

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