Lexa brilha como rainha de bateria em São Paulo após superar perda da filha
A cantora Lexa, de 30 anos, protagonizou um momento emocionante e simbólico durante o Carnaval de São Paulo, ao estrear como rainha de bateria da escola de samba Dragões da Real. O desfile, realizado no Sambódromo paulistano, representou muito mais do que uma simples apresentação artística para a artista, que enfrentou uma das maiores provações de sua vida no ano anterior.
Um novo desafio em terras paulistas
Com uma fantasia impressionante que acendia luzes verde-fluorescentes enquanto percorria a avenida, Lexa explicou que aceitou o convite para desfilar em São Paulo por se tratar de um desafio novo. Apesar de já ter ocupado o mesmo posto por três vezes no Carnaval carioca, a experiência na capital paulista trouxe um frescor especial à sua trajetória no samba.
Vale destacar que a artista também possui um bloco com seu nome no Rio de Janeiro, demonstrando sua forte conexão com a folia momesca. No entanto, a decisão de expandir seus horizontes para São Paulo reflete sua busca constante por renovação e crescimento profissional.
Superação após momento doloroso
O Carnaval de 2026 adquiriu um significado profundamente pessoal para Lexa, que no ano anterior enfrentou a perda dolorosa de sua filha recém-nascida. Diante dessa tragédia, a participação na festa representou um importante processo de resiliência e reconstrução emocional.
É uma coisa muito boa dar a volta por cima no Carnaval, onde nasci e me sinto em casa, depois de um momento tão complicado, declarou a cantora, emocionada. Suas palavras revelam como a cultura carnavalesca, ambiente onde construiu parte de sua identidade artística, tornou-se um espaço de cura e celebração da vida.
Olhando para o futuro
Já com os olhos voltados para as próximas edições da folia, Lexa adiantou que talvez se reveze entre Rio e São Paulo em 2027, demonstrando que esta experiência paulistana pode marcar o início de uma nova fase em sua relação com o Carnaval. A possibilidade de alternar entre as duas maiores capitais do país sugere uma carreira em expansão e uma adaptação criativa aos diferentes cenários do samba nacional.
A reportagem contou com a colaboração de Duda Monteiro de Barros, Flávio Monteiro, Giovanna Fraguito, Nara Boechat, Rayssa Motta e Tatiana Moura, sendo originalmente publicada na edição de 20 de fevereiro de 2026 da revista VEJA. O retorno triunfal de Lexa ao Carnaval, portanto, não apenas emocionou o público presente no Sambódromo, mas também simboliza a capacidade humana de transformar dor em arte e celebração coletiva.