Tapa-sexo comprometido: musas do carnaval revelam truques e acidentes com supercola
Musas do carnaval enfrentam acidentes com tapa-sexo e supercola

Tapa-sexo comprometido: musas do carnaval revelam truques e acidentes com supercola

O descolamento do tapa-sexo da apresentadora e influencer Virginia Fonseca durante o desfile da Grande Rio, na quarta-feira (17), no Rio de Janeiro, não é um incidente isolado. Outras musas de escolas de samba já enfrentaram situações semelhantes nos últimos carnavais, revelando os desafios por trás das fantasias cravejadas de cristais.

Francine Carvalho e o uso da supercola na Gaviões da Fiel

No segundo ensaio técnico da Gaviões da Fiel, a musa Francine Carvalho chamou atenção quando um assessor precisou interromper os preparativos para fixar seu tapa-sexo com supercola. O cuidado extra foi necessário devido ao figurino cavado e pesado, repleto de cristais. "Tudo precisa estar seguro para que a gente possa entrar na avenida focada apenas no samba e na entrega", explicou Francine, destacando a importância da segurança durante as apresentações.

Mari Marquini e o improviso na Colorado do Brás

A musa da Colorado do Brás, Mari Marquini, também viveu esse imprevisto durante o último ensaio técnico da escola no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Seu tapa-sexo descolou no meio do samba, mesmo com reforço de cola extra. "Eu pensei: não é possível, passei superbonder nisso! Mas carnaval é isso, né? Teste de resistência (risos), nem supercola segurou. Quando vi que tinha soltado, segurei no improviso e segui sambando. A gente não pode parar por nada", relatou Mari, que usava um body ultracavado bordado com cristais e pedrarias.

Kerolay Chaves e a ida ao hospital após o desfile

A musa da escola de samba Estrela do Terceiro Milênio, Kerolay Chaves, de 24 anos, contou que viveu o medo de o tapa-sexo cair na avenida durante o carnaval de 2024, quando desfilava pela Barroca Zona Sul. Após o desfile, ela precisou ir ao hospital para tentar retirar o acessório colado com supercola. "Quando chega a hora de entrar na avenida, tudo passa pela cabeça. Você só pensa em não passar por nenhum constrangimento diante de tanta gente", disse Kerolay, que atribuiu o uso da supercola ao nervosismo e ao pavor de prejudicar a escola.

A atual Miss Bumbum 2025 descreveu o processo de remoção: "Depois do desfile, tive que ir à emergência para conseguir retirar a peça. Ficou colado de verdade. Na emergência, me informaram que não tinha muito o que fazer lá sem machucar e me orientaram a 'deixar de molho' em água morna, em casa, e ir descolando aos poucos. Depois do desfile, amanheci o dia fazendo banho de assento com água morna e sabão, pra poder descolar. Foi exaustivo".

Virginia Fonseca e os problemas adicionais na Grande Rio

Além do descolamento do tapa-sexo, Virginia Fonseca enfrentou dificuldades com seu costeiro, que pesava 12 kg. A influencer pediu para retirar o acessório devido à dor, e o incidente com o tapa-sexo atrapalhou sua evolução, obrigando-a a sambar com mais cuidado. Virginia terminou o desfile sem parte do costeiro, demonstrando os desafios físicos que as musas enfrentam durante as apresentações.

Reflexões sobre maturidade e aprendizado

Kerolay Chaves afirmou que não pretende repetir o erro de 2024 neste ano, pois está mais madura. "No outro ano, eu estava bem insegura não só com o desfile, o desfilar em si, mas também como era o mundo do carnaval, porque lá em Belo Horizonte não tem essa atmosfera de escola de samba. Então, eu não sabia nada. A fantasia deu problema, teve que ser refeita de um dia para o outro. Foi muita loucura e eu estava muito insegura e, na hora do desespero, a gente tem ideia errada", refletiu.

As experiências compartilhadas por essas musas destacam a pressão e os imprevistos que permeiam o carnaval, mostrando que, por trás da beleza e do brilho, há histórias de resiliência e improviso que definem a essência das escolas de samba.