Corpos dos Mamonas Assassinas serão exumados após três décadas do trágico acidente aéreo
Os corpos dos cinco integrantes da icônica banda Mamonas Assassinas serão exumados na próxima segunda-feira, dia 23 de fevereiro, marcando quase exatos 30 anos desde o fatal acidente de avião que ceifou suas vidas de forma instantânea. A informação, inicialmente divulgada pelo renomado colunista Ancelmo Gois do jornal O Globo, foi prontamente confirmada através do perfil oficial da banda no Instagram, gerando uma onda de emoção e nostalgia entre os fãs.
Cerimônia simbólica em parceria com o BioParque promete homenagem única
Segundo os detalhes revelados, a exumação não será um mero procedimento burocrático, mas sim parte de uma homenagem simbólica e profundamente significativa realizada em parceria com o BioParque. O plano inovador prevê a utilização das cinzas resultantes da cremação para contribuir diretamente com o desenvolvimento de uma árvore, desde a fase de semente. Esta iniciativa busca transformar a memória dos artistas em um legado vivo e perene, conectando sua história à natureza de uma maneira poética e sustentável.
Relembrando o fenômeno musical e a tragédia que abalou o Brasil
A banda Mamonas Assassinas explodiu no cenário nacional em meados da década de 1990, conquistando o país com uma mistura explosiva de rock, humor escrachado e letras irreverentes que desafiavam completamente os padrões da música brasileira da época. Originária de Guarulhos, em São Paulo, o grupo inicialmente se apresentava sob o nome Utopia em bares locais, mas foi com a mudança para Mamonas Assassinas e a aposta em composições bem-humoradas que a trajetória mudou radicalmente.
Em 1995, lançaram seu primeiro e único álbum de estúdio, que rapidamente se transformou em um fenômeno de vendas e popularidade. Canções como “Pelados em Santos”, “Vira-Vira” e “Robocop Gay” dominaram as paradas de sucesso, as programações das rádios e os programas de televisão, vendendo milhões de cópias em questão de meses e cativando uma geração inteira.
O dia que entrou para a história como uma das maiores tragédias da música nacional
O sucesso meteórico e a alegria contagiante dos Mamonas Assassinas foram interrompidos de maneira abrupta e trágica na noite de 2 de março de 1996. Retornando de um show realizado em Brasília, o avião Learjet 25D que transportava a banda tentou uma manobra de arremetida durante a aproximação para pouso no Aeroporto de Guarulhos, mas acabou colidindo contra a densa mata da Serra da Cantareira, na zona norte de São Paulo.
Todos os nove ocupantes da aeronave faleceram no local, incluindo os cinco talentosos integrantes da banda – Dinho, Bento, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli – além do piloto, copiloto, um segurança e um assessor. O acidente provocou uma comoção nacional imediata e profunda, com milhares de fãs emocionados acompanhando o velório coletivo em São Paulo, transmitido ao vivo pelas principais emissoras de televisão do país.
O Brasil, que poucos meses antes celebrava com entusiasmo o humor único e a irreverência do grupo, se viu confrontado com uma das mais dolorosas e marcantes tragédias da história da música nacional. Apesar de uma carreira no auge que durou menos de um ano, o legado dos Mamonas Assassinas permaneceu vigorosamente vivo na cultura pop brasileira, na memória afetiva de uma geração e nos anais da música do país, sendo lembrado com carinho e saudade até os dias atuais.