Novos Casos de Racismo Abalam Premier League: Wolverhampton e Sunderland Denunciam Ofensas
Racismo na Premier League: Wolverhampton e Sunderland Denunciam Casos

Onda de Racismo no Futebol Europeu: Jogadores São Alvo de Ofensas Online

O cenário do futebol europeu enfrenta uma nova e preocupante onda de racismo, com casos recentes envolvendo jogadores da Premier League. Tolu Arokodare, atacante do Wolverhampton, e Romaine Mundle, do Sunderland, foram alvos de mensagens ofensivas em suas redes sociais após as derrotas de suas equipes no último final de semana.

Casos Específicos e Reações dos Clubes

Após a derrota do Wolverhampton para o Crystal Palace por 1 a 0 no domingo, 22 de fevereiro de 2026, Tolu Arokodare recebeu insultos racistas, incluindo termos como "macaco". O perfil oficial do clube no Instagram divulgou algumas dessas mensagens, sem esconder os nomes dos usuários, e emitiu uma nota condenando veementemente o comportamento.

Nota do Wolverhampton: "Estamos indignados com os numerosos casos de abuso racista dirigidos a Tolu Arokodare. Não há lugar para o racismo no futebol, online ou em qualquer parte da sociedade. Condenamos este comportamento abominável e ilegal. Tolu tem o nosso apoio total e inabalável."

No mesmo dia, Romaine Mundle, do Sunderland, também foi vítima de ataques racistas online. O clube emitiu uma declaração expressando consternação e afirmando que o comportamento é inaceitável, não sendo tolerado em nenhuma circunstância.

Nota do Sunderland: "O Sunderland AFC está consternado com o vil abuso racista online dirigido a Romaine Mundle. O comportamento abominável demonstrado por múltiplos indivíduos é inaceitável. Não há lugar para o racismo na nossa sociedade e estamos ao lado de Romaine."

Outras Vítimas e Denúncias na Premier League

Infelizmente, os casos não se limitaram a esses dois jogadores. No sábado, 21 de fevereiro, Wesley Fofana, do Chelsea, recebeu mensagens similares após o empate de sua equipe contra o Burnley. O jogador francês, que foi expulso durante a partida, questionou a falta de punições efetivas, destacando que, mesmo em 2026, a situação parece não mudar.

"2026, é a mesma coisa, nada muda. Essas pessoas nunca são punidas. Grandes campanhas contra racismo são criadas, mas ninguém realmente faz nada", desabafou Fofana.

Hannibal Mjebri, jogador tunisiano do Burnley e adversário de Fofana na rodada, também denunciou ter recebido mensagens racistas, incluindo ofensas que o chamavam de "terrorista". Ele pediu educação e conscientização, afirmando: "É 2026 e ainda existe gente assim… Eduquem-se e suas crianças, por favor."

Casos Além da Premier League e Ações das Autoridades

Ainda no futebol europeu, Vini Jr., do Real Madrid, denunciou o adversário Prestianni, do Benfica, por racismo dentro de campo durante os playoffs da Champions League na terça-feira, 17 de fevereiro. O jogador argentino cobriu a boca para falar com o brasileiro, que relatou as ofensas ao árbitro. Prestianni foi suspenso provisoriamente pela UEFA e não jogará a segunda partida do confronto, com o caso sob investigação dos órgãos disciplinares.

A Premier League, por meio de seu perfil no X, repostou e respondeu às publicações dos clubes, afirmando que há consequências sérias para qualquer um considerado culpado por discriminação e que oferecerá apoio às investigações. No entanto, os atletas continuam a cobrar ações concretas e punições efetivas para combater o racismo no esporte.

Os clubes envolvidos estão trabalhando com as plataformas online, a Premier League e as autoridades para identificar os responsáveis e tomar medidas adequadas, mantendo uma política de tolerância zero em relação a todas as formas de discriminação. A situação evidencia a necessidade urgente de mais educação e aplicação rigorosa das leis para proteger os jogadores e promover um ambiente esportivo inclusivo e respeitoso.