
Era pra ser mais uma noite comum. O sargento da PM Rodrigo Merenciano, 29 anos, voltava pra casa depois do serviço – exausto, como sempre. Mas o ordinário virou extraordinário numa velocidade que dói de contar.
Por volta das 21h30 dessa quarta (28), no Méier, Zona Norte do Rio, dois caras numa moto se aproximaram. A cena clássica, sabe? Aquela que a gente vê todo dia nos jornais e torce pra nunca cruzar no caminho. Só que dessa vez, cruzou.
Eles tentaram o assalto. Não deu tempo de nada. Um tiro. Só um. Na cabeça. Certeiro e fatal. O sargento não reagiu – não houve tempo, não houve chance. A brutalidade foi tão absurda que até quem tá acostumado com notícia ruim sentiu um calafrio.
Rodrigo morreu no local. Sim, no asfalto. Na rua. A cena foi de cortar o coração – um profissional treinado pra proteger, abatido como se nada valesse.
Não foi roubo, foi execução
Os bandidos fugiram. Levaram a arma do PM? Levaram. Mas levaram muito mais que isso – levaram a sensação de impunidade que corrói esta cidade. A moto era sem placa, é claro. O modus operandi que se repete até a exaustão.
O corpo de Rodrigo seguiu pra o IML, e aquele silêncio pesado que só a morte traz ficou no ar. A PM corre atrás – faz o que pode, com as poucas pistas que sobram num crime desses.
E aí você para e pensa: até quando? Um PM, treinado, armado, alerta... Se nem ele está seguro, quem está? É um daqueles questionamentos que não saem da cabeça. O Rio parece mergulhado num ciclo de violência que não respeita patente, não respeita história, não respeita vida.
Rodrigo Merenciano deixa família, amigos, colegas de farda. Deixa também um alerta – mudo, mas gritante – sobre a urgência de mudanças reais na segurança. Porque notícia como essa não pode virar rotina. Não pode.