
O que começa como uma simples cobrança de direito pode terminar em tragédia. E foi exatamente isso que aconteceu numa sexta-feira comum em Cuiabá, quando a vida de uma servidora pública de 37 anos foi interrompida brutalmente.
Segundo as investigações iniciais – e aqui a coisa fica ainda mais revoltante – tudo indica que o autor do crime é ninguém menos que o ex-companheiro da vítima. O motivo? Uma discussão acalorada sobre a pensão alimentícia que ele devia para o filho do casal.
A cena era de cortar o coração: ela foi encontrada sem vida dentro da própria casa, no Residencial Itália, zona leste da capital. Os peritos não têm dúvidas – a morte foi violenta, intencional. Havia sinais de luta pelo corpo, e os golpes foram tão brutais que não deixaram chance de sobrevivência.
O suspeito que sumiu do mapa
O ex-namorado, que agora é o homem mais procurado da polícia mato-grossense, simplesmente evaporou. Desapareceu. Não atende telefones, não aparece no trabalho, ninguém sabe por onde anda. Até o carro dele – um Fiat Mobi branco, placa final 1803 – está sumido.
Os delegados responsáveis pelo caso estão seguindo pistas, conversando com familiares, vizinhos. Qualquer coisinha que possa levar até ele. E olha, não deve demorar muito – quando a polícia coloca toda a máquina para funcionar, dificilmente alguém escapa.
Um passado que se repete
O que mais deixa a gente perplexo nesses casos é que nunca é a primeira vez. Sempre há um histórico. E aqui não foi diferente: a vítima já tinha registrado boletim de ocorrência contra o ex, tempos atrás. Medo? Ameaças? Tudo indica que sim.
E agora, o que era apenas uma ameaça virou realidade. Uma criança perdeu a mãe. Uma família inteira está despedaçada. E por quê? Porque um homem não quis assumir sua responsabilidade como pai.
O caso está sendo tratado como feminicídio – aquele crime hediondo que mata mulheres apenas por serem mulheres. A delegacia especializada já assumiu as investigações, e a promessa é que não vão medir esforços para prender o culpado.
Enquanto isso, a pergunta que não quer calar: até quando as mulheres vão continuar morrendo por cobrar seus direitos mais básicos? A justiça precisa ser rápida, e a punição exemplar. A sociedade está de olho.