
A vida às vezes prega peças terríveis, não é mesmo? E em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, uma dessas histórias está deixando todo mundo de cara. Um jovem de 24 anos com paralisia cerebral foi encontrado morto dentro de casa – e a irmã gêmea dele, imagine só, foi presa como suspeita de abandoná-lo.
O caso é daqueles que dão nó no estômago. Segundo a Polícia Civil, tudo aconteceu na Rua Doutor João Penido, no bairro Bonfim. Vizinhos, preocupados com o silêncio incomum, resolveram avisar a polícia na quinta-feira (28). E o que encontraram? O rapaz, já sem vida, em condições que eu nem quero detalhar aqui.
Uma vida de dependência
O pobre moço – que vou chamar apenas de João para preservar a família – tinha paralisia cerebral severa desde que nasceu. Dependia totalmente dos outros para tudo: comer, tomar banho, se virar na cama. E a irmã gêmea, segundo as investigações iniciais, era a única responsável por ele.
Mas aqui é que a coisa fica complicada. Os investigadores disseram que a casa estava… bem, vamos dizer que não era lugar para ninguém viver. Muita sujeira, falta de cuidado básico. E João? Magro demais, desidratado. Dá até raiva pensar nisso.
O desfecho trágico
Quando os peritos chegaram, já era tarde. O corpo do jovem foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Juiz de Fora. A polícia não soltou muitos detalhes sobre a causa da morte – disseram que vai depender do laudo do IML e de uns exames complementares.
Mas a irmã gêmea, uma mulher de 24 anos, já está atrás das grades. Foi presa em flagrante por abandono de incapaz. O delegado Thiago Moreira, que está coordenando as investigações, disse que ela assumiu a responsabilidade pelo irmão mas… bem, não cumpriu direito, né?
E sabe o que é pior? A Defensoria Pública já foi acionada para acompanhar o caso. Porque uma história dessas não é simples – tem camadas e mais camadas de drama familiar.
O que diz a lei
Abandono de incapaz é coisa séria no Brasil. O artigo 133 do Código Penal previse pena de seis meses a três anos de detenção. Se resultar em lesão corporal grave, sobe para um a quatro anos. E se terminar em morte? Aí vai para quatro a doze anos.
Mas cá entre nós: nenhuma pena vai devolver a vida desse jovem. Nem vai apagar o sofrimento que ele deve ter passado nos últimos dias.
O caso ainda está sendo investigado – a polícia vai ouvir mais testemunhas e juntar todas as provas. Enquanto isso, Juiz de Fora fica se perguntando como uma coisa dessas pôde acontecer bem no meio da gente.