Piauí: Homem condenado a 15 anos por tentativa de homicídio após desviar aposentadoria de idosa
15 anos de prisão por tentativa de homicídio de idosa no PI

O que leva alguém a cruzar essa linha tão tênue entre o erro e a barbárie? No interior do Piauí, um caso que mais parece roteiro de filme policial – mas é triste realidade – terminou com uma sentença que ecoa como alerta.

Um homem, cujo nome a justiça preserva por ora, acaba de receber uma pena de 15 anos de prisão. O motivo? Nada menos que tentar eliminar fisicamente uma senhora de 72 anos. Sim, você leu certo: setenta e dois anos.

Tudo começou, pasmem, com uma aposentadoria. Aquela garantia mínima que deveria ser sagrada para quem dedicou uma vida inteira ao trabalho. Mas o réu viu naquilo não um direito, mas uma oportunidade. Desviou os valores, achando que ninguém notaria – muito menos uma idosa.

O dia que tudo mudou

Quando a denúncia finalmente veio à tona, a reação não foi de arrependimento. Longe disso. Foi de violência pura. Naquele fatídico 18 de agosto de 2023, em União, o acusado partiu para o ataque brutal. Uma cena dantesca que incluía… sufocamento com as mãos. Dá para acreditar?

A vítima, frágil e vulnerável, resistiu como pôde. Sobreviveu para contar a história – e para garantir que a justiça fosse feita.

O peso da lei

O Ministério Público não deixou barato. Movimentou-se com uma eficiência digna de nota, apresentando provas contundentes que não deixaram margem para dúvidas. O juiz Marcelo Solano, da 2ª Vara Criminal da Comarca de União, foi categórico ao proferir a sentença.

Além dos 15 anos de reclusão inicial – que já são significativos –, o condenado ainda terá que arcar com multa de 20 salários mínimos. Uma gota no oceano perto do dano causado, mas um símbolo importante de reparação.

E tem mais: o réu responderá em liberdade? Nem pensar. A decisão judicial foi firme quanto à prisão preventiva. A sociedade precisa se sentir protegida contra esse tipo de ação.

O caso serve como um daqueles alertas que a gente lê e espera nunca presenciar. Mostra como a ganância pode cegar, desumanizar, transformar pessoas em monstros. Mas mostra também que o sistema judicial, ainda que por vezes lento, acerta o alvo quando necessário.

Para a vítima, resta o alívio da justiça feita – e a esperança de que histórias como essa não se repitam. Afinal, envelhecer não deveria ser um risco, mas um direito respeitado por todos.