
O senador Flávio Bolsonaro soltou o verbo nesta quinta-feira e não poupou críticas ao ministro Alexandre de Moraes. A acusação? Nada menos do que uma invasão gritante da privacidade de mulheres durante aquela operação na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, no ano passado. Segundo o parlamentar, a ação judicial foi além do razoável – e ele não tem dúvidas em chamar isso de abuso.
Não foi uma denúncia qualquer. Flávio chegou com documentos na mesa e um discurso firme, questionando até que ponto a lei pode ser esticada em nome de uma investigação. Ele lembra que, na época, imagens e detalhes íntimos de mulheres que estavam na propriedade teriam sido expostos sem a menor cerimônia. Um verdadeiro constrangimento, nas palavras dele.
O que realmente aconteceu?
A operação em questão foi autorizada pelo próprio Moraes, então ministro do STF. O objetivo era buscar supostas provas relacionadas a investigações sobre o ex-presidente. Só que, no calor do processo, according to Flávio, agentes teriam revistado quartos, pertences e até dispositivos eletrônicos de mulheres que não tinham qualquer relação com o alvo principal.
Não é de hoje que a família Bolsonaro critica o que chama de “jurisprudência seletiva” no Supremo. Desta vez, porém, o tom foi mais duro. Flávio afirmou que a conduta fere princípios básicos da Constituição – e citou explicitamente o direito à privacidade e à dignidade da pessoa humana.
E a repercussão?
A declaração do senador ecoou rápido. Nas redes, apoiadores do bolsonarismo repudiaram a suposta violação. Juristas também começaram a se manifestar. Uns lembram que buscas e apreensões precisam seguir limites claros. Outros defendem que, em casos complexos, medidas mais amplas podem ser necessárias.
Mas uma coisa é certa: o caso mexe com um nervo sensível. Até onde o Estado pode ir na quebra de privacidade de indivíduos – principalmente aqueles que nem são alvo formal de investigação?
Enquanto isso, o ministro Alexandre de Moraes não se pronunciou publicamente sobre as acusações. O silêncio, por ora, só aumenta a temperatura do debate.