Crime milionário em área nobre de Brasília tem prisão de suspeitos
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta quinta-feira (5), dois homens suspeitos de participarem de um roubo milionário em uma casa no Lago Sul, região de alto padrão da capital federal. O crime, ocorrido em 8 de agosto de 2024, resultou em um prejuízo estimado de cerca de R$ 1 milhão para as vítimas.
Estratégia criminosa com falsa identidade
De acordo com as investigações, os criminosos se passaram por prestadores de serviço para acessar o imóvel. Um dos investigados é proprietário de uma empresa de vidraçaria que havia realizado serviços na residência dias antes do assalto, o que permitiu ao grupo observar a rotina dos moradores e identificar bens valiosos.
O delegado Alexandre Araújo relatou ao g1 que os suspeitos chegaram em um veículo, estacionaram na porta da casa e chamaram o caseiro pelo nome, demonstrando conhecimento prévio. "Quando ele se aproximou, um deles, que estava com uma arma em punho, anunciou o assalto", explicou o delegado.
Rendimento e saque de bens de luxo
As vítimas – uma mãe, seu filho, o caseiro e uma faxineira – foram rendidas ainda no portão da residência, conforme registrado por câmeras de segurança. Elas foram imobilizadas com lacres plásticos e trancadas em um banheiro nos fundos da casa.
Enquanto isso, os criminosos reviraram o imóvel e levaram:
- Nove relógios de luxo das marcas Rolex e Breitling
- Dinheiro em espécie, incluindo dólares, pesos argentinos e reais
Fuga com placa clonada e histórico criminoso
Os suspeitos utilizaram um carro com placa clonada para fugir do local. A investigação rastreou a placa original e localizou o proprietário do veículo, que confirmou ter emprestado o automóvel a um dos investigados no dia do crime.
A Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), da Coordenação de Crimes Patrimoniais (Corpatri), indiciou os investigados por roubo circunstanciado – devido ao uso de arma de fogo, participação de várias pessoas e restrição da liberdade das vítimas – e por adulteração de sinal identificador de veículo.
Segundo a PCDF, o grupo possui um histórico de mais de 20 ocorrências policiais por estelionato, aplicando golpes ao iniciar serviços de vidraçaria e não concluí-los, ficando com o dinheiro adiantado pelas vítimas.
Investigadores buscam outros envolvidos
Os dois suspeitos presos estão à disposição da Justiça, enquanto a polícia continua as investigações para identificar outros possíveis integrantes do esquema criminoso. A ação reforça a atenção para crimes patrimoniais sofisticados em áreas residenciais de alto padrão.



