Vídeo revela ataque premeditado a corretora por síndico encapuzado em Caldas Novas
A Polícia Civil divulgou nesta quinta-feira (19) um vídeo gravado pela corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, que mostra o momento exato em que ela foi atacada no subsolo do prédio onde residia em Caldas Novas, região sul de Goiás. As imagens capturam o síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso pelo homicídio, vestindo luvas e encapuzado durante a agressão, evidenciando uma premeditação significativa do crime.
Detalhes do ataque capturados em vídeo
O vídeo, recuperado do celular de Daiane que foi encontrado na tubulação do edifício, registra a sequência completa do ataque. Segundo a investigação policial, as imagens mostram claramente:
- Daiane descendo ao subsolo do prédio para verificar um problema de queda de energia
- Cléber já presente no local, aguardando sua chegada
- Aproximação pelas costas da vítima, com capuz cobrindo o rosto
- Início imediato da agressão física
- Gravação interrompida abruptamente durante o ataque
O delegado João Paulo Mendes destacou que "quando ela filma rapidamente o Cléber, ele já estava com luvas nas duas mãos e com a capota do carro aberta. Quando ele ataca ela pelas costas, ele usa como se fosse um capuz para tentar tampar o rosto. Tudo isso desenha para a gente uma premeditação muito grande".
Confissão e prisões relacionadas ao caso
Cléber Rosa de Oliveira confessou o crime à polícia após ser preso pouco mais de um mês depois do desaparecimento de Daiane, que ficou mais de 40 dias sem ser localizada. O síndico alegou ter matado a corretora após uma discussão sobre o corte de energia no prédio, mas a polícia concluiu que a versão não se sustenta.
De acordo com as investigações, Daiane foi morta com dois tiros na cabeça fora do prédio, provavelmente em uma região de mata onde seu corpo foi encontrado posteriormente. O superintendente da Polícia Científica, Ricardo Matos, explicou que uma das balas ficou alojada e a outra saiu pelo olho esquerdo da vítima, sendo a arma utilizada uma pistola semiautomática calibre .380.
O filho de Cléber, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso inicialmente sob suspeita de ocultação, mas a polícia concluiu que ele não teve participação direta no crime. A defesa de Cléber informou em nota que ainda não teve acesso à integralidade dos documentos da investigação, especialmente ao Relatório Final Policial, e que somente se manifestará após análise completa do conteúdo.
Contexto da vítima e indiciamentos
Daiane Alves Souza era natural de Uberlândia (MG) e morava em Caldas Novas há dois anos, onde administrava as locações dos apartamentos da família na cidade. No dia 17 de dezembro, ela havia gravado um vídeo antes de descer ao subsolo do prédio, que se tornou crucial para a investigação.
A Polícia Civil informou que Cléber será indiciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, crimes que podem resultar em penas severas conforme a legislação brasileira. O caso continua sob investigação para apurar todos os detalhes e motivações por trás do crime violento.