Polícia Civil apresenta vídeo crucial que demonstra emboscada premeditada em caso de assassinato de corretora
Em uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (19), a Polícia Civil de Caldas Novas, localizada na região sul de Goiás, divulgou informações conclusivas sobre a morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos. O delegado André Luiz Barbosa revelou que as investigações confirmaram que o síndico Cleber Rosa de Oliveira planejou e executou uma emboscada premeditada contra a vítima.
Vídeo recuperado do celular da vítima é peça-chave para comprovar premeditação
Durante a coletiva, a polícia exibiu um vídeo recuperado do celular de Daiane Alves, que mostra o momento exato do ataque. As imagens capturam a corretora descendo do elevador e indo em direção aos relógios de energia no subsolo do prédio, onde é surpreendida pelo síndico. O delegado André Luiz enfatizou que o vídeo evidencia uma ação sorrateira e um ataque inesperado, consolidando a tese de uma emboscada planejada.
"Então demonstrou a presença prévia à ação sorrateira e o ataque inesperado concluindo para a emboscada planejada. O crime foi premeditado. Foi feita uma emboscada", afirmou o delegado, destacando a importância das imagens para a conclusão do caso.
Detalhes do crime e descoberta do corpo
Daiane Alves desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, e seu corpo foi encontrado apenas em 28 de janeiro, após Cleber Rosa de Oliveira confessar o assassinato e indicar o local à Polícia Civil. O corpo foi abandonado em uma mata a aproximadamente 15 quilômetros de Caldas Novas. O síndico e seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, foram presos no mesmo dia, sendo o primeiro acusado de homicídio e o segundo de obstrução de justiça.
O delegado João Paulo, da Delegacia de Investigação de Homicídios de Goiânia, ressaltou que a recuperação do último vídeo gravado pela corretora foi fundamental para encerrar as investigações. "Foi aí que conseguimos comprovar que o crime foi premeditado e cometido mediante emboscada", declarou ele, acrescentando que o vídeo reforça a hipótese de premeditação, mostrando o síndico usando luvas no local.
Absolvição do filho do síndico e motivação do crime
A polícia também esclareceu que Maicon Douglas, filho do síndico, não teve participação no crime. "Quanto ao investigado Maicon, ficou demonstrado que ele não teve participação no crime. O vídeo demonstrou claramente que Cléber fez tudo sozinho", afirmou o delegado André Luiz.
As investigações apontam que a motivação do crime estava ligada a conflitos entre Cleber e Daiane, que tinham um histórico de brigas que evoluíram para processos judiciais. Segundo a polícia, os atritos eram motivados pela administração dos seis apartamentos da família da vítima, anteriormente feita pelo síndico. "O síndico administrava [os apartamentos] e eles [família da vítima] passaram a administração para Daiane. Desde então, houve uma série de atritos. Ele foi denunciado por perseguição", explicou o delegado.
Posicionamento da defesa e próximos passos
Em nota, a defesa de Cleber Rosa de Oliveira informou que ainda não teve acesso a todos os documentos recentemente inseridos na investigação, especialmente ao relatório final. A equipe jurídica afirmou que só se manifestará após analisar todo o conteúdo, mantendo-se em silêncio até então.
O caso continua sob acompanhamento das autoridades, com a Polícia Civil enfatizando a importância das evidências tecnológicas, como o vídeo recuperado, para solucionar crimes complexos e garantir a justiça.