Vídeo gravado por vítima revela emboscada fatal de síndico em condomínio de Caldas Novas
A Polícia Civil de Goiás concluiu que o assassinato da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi um crime premeditado executado mediante emboscada pelo síndico do prédio onde ela residia. O inquérito conduzido pelo delegado André Luiz Barbosa dos Santos aponta que Cleber Rosa de Oliveira atraiu intencionalmente a vítima ao subsolo do condomínio, desligando o padrão de energia do apartamento 402.
Imagens decisivas capturadas momentos antes do ataque
Um vídeo gravado pela própria Daiane Alves momentos antes do crime foi determinante para esclarecer a dinâmica dos fatos. As imagens mostram a corretora saindo do elevador enquanto comenta que iria verificar o disjuntor. Ao descer ao subsolo, ela encontra o síndico e diz: "ah, olha quem eu encontro!"
No registro visual, é possível observar Cleber utilizando luvas e seu veículo posicionado estrategicamente próximo ao local, já com a capota aberta. A investigação policial constatou que o carro estava ali preparado para o transporte da vítima.
Sequência criminosa e descoberta do corpo
Segundo as conclusões da perícia técnica, Daiane foi inicialmente imobilizada no subsolo do prédio, em uma área sem cobertura de câmeras de segurança. Vestígios de sangue foram encontrados em um almoxarifado próximo aos padrões de energia, mas o laudo oficial demonstrou que os disparos fatais não ocorreram naquele local.
A vítima sofreu dois tiros na cabeça, conforme confirmado pelo exame cadavérico. O padrão de sangramento identificado no condomínio é incompatível com disparos dessa natureza, indicando que a execução ocorreu em outro ponto.
O corpo de Daiane Alves foi localizado somente após mais de 40 dias de desaparecimento, em uma área de mata de Caldas Novas. A descoberta aconteceu depois que o síndico Cleber Rosa confessou o crime e indicou o local onde havia deixado a vítima.
Premeditação e confissão do autor
Para o delegado responsável pelo caso, o conjunto de provas — incluindo o vídeo gravado pela vítima, as perícias técnicas e o histórico de conflitos — demonstra claramente que o crime foi planejado com antecedência. O desligamento da energia elétrica foi uma artimanha utilizada para atrair a corretora até o subsolo, onde o síndico já a aguardava preparado.
A investigação aponta que Daiane foi colocada no veículo de Cleber ainda no subsolo do prédio e transportada até a área de mata onde ocorreram os disparos que causaram sua morte. O síndico Cleber Rosa de Oliveira confessou formalmente ter cometido o assassinato, colaborando posteriormente com a polícia na localização do corpo.
O caso, que chocou a comunidade de Caldas Novas, segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás, que considera todas as evidências como suficientes para caracterizar homicídio doloso com premeditação.