Turista de Santa Catarina é preso após proferir insultos racistas durante Carnaval em Salvador
Um turista de 42 anos, originário de Itajaí, em Santa Catarina, foi preso após proferir insultos racistas contra funcionárias de um camarote no Carnaval de Salvador. O incidente ocorreu no sábado (14), no circuito Dodô, que liga Barra a Ondina, um dos pontos mais movimentados da festa na capital baiana.
Detalhes do crime e negação do acusado
Conforme relatos das vítimas e testemunhas, o homem estava na fila do banheiro do camarote quando foi repreendido e, em resposta, passou a xingar duas funcionárias com termos como "pretas", "macacas" e "escravas". Além disso, ele teria afirmado que, por ser do Sul do país, teria mais direito de estar no local do que as próprias funcionárias. A identidade do turista não foi divulgada, apenas sua cidade de origem.
Em depoimento à polícia, o acusado negou todas as acusações e declarou que esta seria sua décima vez participando do Carnaval na Bahia. O delegado Ricardo Amorim, responsável pelo caso na Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), destacou a contradição entre as versões. "Segundo as vítimas e testemunhas, ele ofendeu as funcionárias, mas, por outro lado, ele negou toda essa acusação", afirmou o delegado em entrevista à NSC TV nesta quinta-feira (19).
Processo legal e medidas tomadas
O suspeito foi identificado pela equipe do camarote e, com o apoio da Polícia Militar, foi levado à delegacia. Ele passou por audiência de custódia, onde sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e o caso segue em investigação na Decrin.
A organização do camarote emitiu uma nota repudiando o comportamento do turista e afirmando que está prestando apoio às funcionárias afetadas. Além disso, a empresa cancelou outros ingressos adquiridos pelo suspeito e o proibiu de participar de qualquer evento futuro organizado pelo grupo, demonstrando uma postura firme contra atos de discriminação.
Contexto e importância do caso
Este incidente ocorre em um momento em que discussões sobre racismo e intolerância ganham destaque no Brasil, especialmente durante grandes eventos como o Carnaval, que atraem turistas de diversas regiões. A prisão do turista de Santa Catarina reforça a necessidade de combater práticas discriminatórias e garantir um ambiente seguro e respeitoso para todos.
A Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin) tem papel crucial nesse processo, investigando casos que violam direitos fundamentais. As autoridades continuam a coletar evidências e depoimentos para esclarecer os fatos e aplicar as medidas legais cabíveis.