Suspeito confessa feminicídio de idosa em Mogi das Cruzes após encontro para uso de drogas
Suspeito confessa feminicídio de idosa em Mogi das Cruzes

Suspeito é preso após confessar feminicídio de idosa em Mogi das Cruzes

A Polícia Civil de Mogi das Cruzes prendeu Bruno Ramos da Silva, de 46 anos, suspeito de assassinar a idosa Amália Souza de Melo, de 66 anos. O corpo da vítima foi encontrado em um matagal no dia 14 de fevereiro, na Rua Cardoso Siqueira, com diversos ferimentos e sinais de violência.

Detalhes do crime e prisão do acusado

O Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) localizou o suspeito no bairro Alto do Ipiranga após trabalho de inteligência policial. Em depoimento, Bruno confessou ter matado e ocultado o corpo de Amália. A 2ª Vara Criminal da Comarca de Mogi das Cruzes autorizou a prisão temporária do indivíduo.

Segundo a perícia, a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico. O corpo apresentava múltiplas lesões e estava sem as calças, levantando desde o início a suspeita de violência sexual. A polícia observou que a mão direita do suspeito estava inchada, lesão considerada compatível com as agressões descritas.

Versão do acusado e indiciamentos

Em sua declaração à polícia, Bruno Ramos da Silva afirmou que conhecia Amália "de vista" e que os dois se encontraram para usar drogas. Ele alegou que manteve relação sexual consensual com a vítima, mas após uma discussão relacionada aos entorpecentes, passou a agredi-la com socos até a morte.

Apesar da versão sobre o ato sexual ter sido consensual, o suspeito foi indiciado e responderá por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver. A polícia informou que ele ainda não tem advogado de defesa constituído, e o caso continua em investigação.

Relembre a descoberta do corpo

O corpo de Amália foi encontrado com ferimentos no rosto em terreno próximo a torres de transmissão de energia. A Polícia Militar foi acionada via Copom por volta das 11h40 e isolou a área para perícia. A tenente Haruka, da PM, explicou que a ocorrência chegou informando sobre um corpo feminino desfalecido no meio do mato, parcialmente despido.

João Jovino dos Santos, companheiro da vítima, reconheceu o corpo no local. Ele relatou que Amália havia saído de casa por volta das 20h do dia 13 de fevereiro e não retornou. "Ela saiu de casa às 8 horas da noite. Quando deu 9 horas eu fui dormir. Acordei meia-noite, fui olhar na cama dela, não tinha ninguém", contou João, que estava a caminho da delegacia para registrar o desaparecimento quando foi informado sobre a tragédia.

Agentes do SHPP estiveram no local para realizar a perícia completa, que confirmou a violência do crime. A investigação segue apurando todos os detalhes deste caso que chocou a comunidade de Mogi das Cruzes.