Assalto a ex-sogros de Bolsonaro no RJ: Polícia prende suspeitos e recupera parte dos bens
Prisão por assalto a ex-sogros de Bolsonaro no RJ

Eis que a tarde de quinta-feira (29) na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, não foi de tranquilidade. Longe disso. Dois indivíduos, segundo a Polícia Civil, meteram os pés pelas mãos e agora respondem por um assalto que chamou atenção — e como — não pelo valor, necessariamente, mas pelos envolvidos. A vítima? Nada mais, nada menos que os ex-sogros do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Imagina a cena: uma casa, aparentemente tranquila naquele bairro nobre, virada do avesso por homens armados. Levaram joias, relógios, dinheiro... o tipo de coisa que deixa qualquer um com a pulga atrás da orelha. A sorte — se é que podemos chamar assim — é que ninguém se feriu. Mas o susto, ah, esse ficou.

Mas a história não para por aí. A Polícia Civil, com aquela astúcia que só eles têm, foi atrás das pistas. E não é que acharam? Dois suspeitos, de 22 e 25 anos, foram detidos e algemados. Ainda bem, né? Parte dos itens levados no arroubo do dia 17 já estão de volta aos donos. Joias e relógios, recuperados graças a um trabalho de investigação que misturou tecnologia e boa e velha persistência.

Como tudo aconteceu?

Parece roteiro de filme, mas foi real. Os bandidos chegaram armados, renderam os moradores e funcionários — sim, funcionários também — e reviraram a casa à procura de tudo que fosse valioso. Não contentes, ainda levaram o carro da família para sumir rapidinho do mapa. Um Chevrolet Onix, prata. Que, por sinal, foi encontrado abandonado depois, em outro ponto da Barra. Coisa de profissional, ou quase.

O delegado Fabrício Oliveira, da 16ª DP (Barra da Tijuca), não ficou só no depoimento padrão. Ele revelou que as investigações usaram imagens de câmeras de segurança — aquelas que todo mundo acha que não servem pra nada, até servir — e até mesmo dados de celular para fechar o cerco aos acusados. E deu certo.

E agora, José?

Os dois presos já têm passagem pela polícia. Um deles, inclusive, estava com tornozeleira eletrônica! Ironicamente, por roubo também. Não aprendeu, parece. Eles foram autuados por roubo majorado — por serem dois, e armados — e já foram levados para o sistema prisional. A Justiça não perdoa.

Resta saber se mais pessoas estavam envolvidas. A polícia não descarta essa possibilidade e segue com as investigações a pleno vapor. Porque, vamos combinar, assalto a domicílio nessas proporções dificilmente é coisa de dois malandrinos agindo por conta própria. Tem dedo de mais gente aí, pode anotar.

E a família? Bem, assustada, mas inteira. E, pelo menos, com parte do prejuízo revertido. No fim das contas, é mais um capítulo — tenso, mas com final em aberto — naquela que já é a rotina de violência que assombra não só o Rio, mas o Brasil inteiro.