Policial militar é investigado por agressão durante discussão por vaga de garagem para PCD em São Paulo
Um policial militar está sob investigação da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo por suspeita de agredir violentamente um assessor legislativo durante uma discussão envolvendo uma vaga de garagem destinada a pessoas com deficiência. O incidente ocorreu em um condomínio residencial no bairro do Tatuapé, na Zona Leste da capital paulista, no dia 1º de fevereiro, e tem gerado repercussão tanto nas esferas policiais quanto na sociedade.
Detalhes do confronto e agressão
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 8º Distrito Policial do Belenzinho, o assessor legislativo João Vitor Valverde havia estacionado temporariamente em uma vaga reservada para pessoas com deficiência para levar suprimentos ao apartamento de seu avô, que sofreu um acidente vascular cerebral e necessita de assistência familiar constante. Após aproximadamente quinze minutos, ao retornar ao veículo, Valverde encontrou seu carro bloqueado por outro automóvel, pertencente ao policial militar Kauê de Melo Guedes.
Segundo o relato da vítima, o policial alegou ser o "dono original" da vaga em questão, iniciando uma discussão breve mas intensa. Quando o assessor tentou entrar em seu carro para desocupar o local, foi surpreendido por violentas agressões físicas. O agente teria utilizado sua arma de fogo para desferir múltiplas coronhadas no rosto do rapaz, causando lesões significativas que posteriormente necessitaram de exame de corpo de delito.
Investigações em andamento
A Corregedoria da Polícia Militar instaurou imediatamente uma investigação preliminar para apurar todas as circunstâncias do caso e determinar as medidas disciplinares cabíveis, caso as denúncias sejam confirmadas. Paralelamente, a Polícia Civil, através do 52º Distrito Policial do Parque São Jorge, abriu um inquérito policial específico para investigar o crime de agressão.
As autoridades policiais já solicitaram formalmente as imagens das câmeras de segurança do condomínio, que supostamente registraram parte da discussão, embora a administradora RS Company tenha informado que as câmeras não capturaram o momento exato das agressões físicas. A empresa administradora afirmou que todas as imagens disponíveis já foram entregues às autoridades competentes.
A família da vítima também tentou obter acesso às gravações para anexá-las à denúncia apresentada à Corregedoria, mas teve seu pedido negado pela administração do condomínio. A RS Company justificou que o proprietário do apartamento não procurou a empresa diretamente para fazer a solicitação.
Posicionamento oficial e próximos passos
Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo detalhou as ações em curso:
- A Polícia Militar instaurou Investigação Preliminar para apurar todas as circunstâncias dos fatos
- A Polícia Civil instaurou inquérito policial específico no 52º DP
- As autoridades estão analisando minuciosamente as imagens relacionadas ao caso
- Já foram colhidos os depoimentos da vítima e de uma testemunha ocular
- O policial militar envolvido foi formalmente intimado para prestar esclarecimentos
- Os exames periciais requisitados à vítima estão em fase de elaboração
O caso segue sob rigorosa apuração tanto pela Corregedoria da PM quanto pela Polícia Civil, que buscam esclarecer completamente os fatos antes de tomar qualquer medida definitiva contra o agente. A defesa do policial militar Kauê de Melo Guedes ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações, e tentativas de contato por parte da imprensa não obtiveram resposta até o momento.