Centro Paula Souza afasta e exonera servidores após desvio de celulares em Etec de Lins
O Centro Paula Souza (CPS) tomou medidas disciplinares rigorosas nesta quinta-feira (19), suspendendo o superintendente e a diretora de serviços da Escola Técnica Estadual (Etec) de Lins, no interior de São Paulo. A decisão foi publicada no Diário Oficial e ocorre no contexto de uma investigação detalhada sobre o desvio de celulares doados pela Receita Federal para a unidade de ensino.
Suspensões e exonerações de servidores
Conforme a publicação oficial, o superintendente Carlos César de Souza e a diretora de serviço Diana Yumi Tanaka Hagui foram afastados de suas funções por um período de 180 dias. Além disso, as funcionárias Tatiana Goduto Nobre Giacomini e Ana Beatriz Fernandes Braga Martins foram exoneradas de seus cargos de confiança, demonstrando a seriedade com que o CPS está tratando o caso.
Essas medidas foram implementadas enquanto investigações administrativas e criminais avançam sobre o desvio irregular dos smartphones. A apuração teve início em janeiro de 2026, após denúncias de que aparelhos destinados à Etec estavam sendo comercializados de forma ilegal em sete cidades do interior paulista.
Operação policial recupera celulares desviados
A Polícia Civil realizou uma operação extensa que resultou na recuperação de 58 celulares, percorrendo municípios como Lins, Promissão, José Bonifácio, Mirassol, Ubarana, São José do Rio Preto e Lourdes. O maior volume de apreensões ocorreu em uma loja na cidade de Ubarana, onde 27 aparelhos foram localizados, levando à prisão em flagrante do proprietário por receptação qualificada.
Outros 10 celulares foram recuperados no dia seguinte em São José do Rio Preto, evidenciando a amplitude da rede de desvio. De acordo com as autoridades, a Receita Federal havia doado um total de 150 celulares para a Etec de Lins, destinados a fins educacionais.
Investigação apura responsabilidades criminais
A polícia está investigando se os aparelhos chegaram efetivamente à unidade de ensino antes de serem desviados para o comércio irregular, uma vez que um funcionário da escola assinou a retirada dos produtos. As investigações continuam para identificar o grau de envolvimento de cada suspeito e esclarecer todas as responsabilidades criminais envolvidas.
Em nota oficial, o Centro Paula Souza reiterou sua colaboração total com as investigações da Polícia Civil, buscando o esclarecimento completo dos fatos e a aplicação das medidas cabíveis. A instituição enfatizou seu compromisso com a transparência e a integridade no uso de recursos públicos destinados à educação.