
Imagine a cena: uma farmácia aparentemente tranquila, funcionários distraídos nas rotinas diárias, e dois jovens que pareciam comuns clientes. Mas as aparências, como sempre, enganam completamente.
Nesta terça-feira (27), em São Carlos, no interior paulista, a situação descambou para o inesperado. Dois adolescentes – sim, menores de idade – executaram um furto audacioso. O alvo? Medicamentos de alto valor comercial. E estamos falando de nada menos que R$ 40 mil em produtos!
O que eles levaram? A lista é reveladora: entre os itens, estava o popularíssimo Ozempic, aquele remédio para diabetes que virou febre entre pessoas em busca de emagrecimento. Mas não parou por aí. Levaram também outros hipoglicemiantes e até medicamentos controlados para tratamentos de saúde mental.
A Agilidade Policial que Mudou Tudo
O plano, aparentemente, era simples. Agir rápido, pegar a mercadoria e sumir antes que alguém percebesse. Só que alguém percebeu. E aí a coisa desandou para o lado dos jovens.
Um funcionário astuto notou a movimentação suspeita e acionou a Polícia Militar num piscar de olhos. E olha, a resposta foi tão rápida que parece roteiro de filme. As viaturas chegaram quase que instantaneamente, cortando o caminho dos suspeitos que tentavam fugir a pé pela região.
Parece que subestimaram a rapidez da lei. Os PMs conseguiram localizá-los e abordá-los pouco depois do ocorrido. Com eles, estava toda a carga furtada – intacta, ainda bem. Os produtos foram recuperados e devolvidos ao estabelecimento. Um final, digamos, menos glamoroso para os jovens.
O Mercado Negro por Trás dos Remédios
Isso aqui me faz pensar: por que roubar remédios? A resposta, infelizmente, é óbvia. O mercado paralelo para certos medicamentos está fervilhando, especialmente aqueles que prometem resultados estéticos rápidos, como é o caso do Ozempic.
O preço alto nas farmácias convencionais cria uma oportunidade para revenda ilegal a preços um pouco mais 'camaradas', mas ainda assim lucrativa para os criminosos. É um jogo perigoso que coloca em risco a saúde de quem compra sem prescrição, fora dos canais regulares.
Os adolescentes, claro, foram conduzidos para a delegacia. Como são menores, o procedimento seguiu para a Vara da Infância e Juventude. Agora, respondem por ato infracional análogo ao crime de furto. E aí, a gente se pergunta: será que valeu a pena?
O caso serve como alerta. Para as farmácias, sobre a necessidade de redobrar a vigilância com produtos de alto valor. E para a sociedade, sobre como a pressão por certos padrões de beleza pode alimentar até mesmo a criminalidade. Ironia das grandes, não?