
Imagine o barulho ensurdecedor de uma moto acelerando além do limite, seguido por um grito de dor que não era humano. Foi exatamente o que aconteceu numa tarde aparentemente comum em Jundiaí, quando um motociclista decidiu que as regras – tanto de trânsito quanto de humanidade – não se aplicavam a ele.
O caso, que está deixando a cidade em polvorosa, aconteceu no Campo Limpo. Segundo as investigações, o homem não apenas conduzia sua moto de forma absolutamente irresponsável, como mirou deliberadamente no animal. Ele empinou a moto e atropelou o cachorro, que não resistiu aos ferimentos. Sim, você leu certo: uma ação que beira o inconcebível.
A Polícia Militar, alertada por testemunhas estarrecidas com a cena de horror, conseguiu localizar e prender o motociclista ali mesmo. Não foi uma prisão qualquer. O homem, de 24 anos, foi autuado em flagrante por maus-tratos – crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) – e depois liberado, mas terá de responder perante a Justiça.
Não foi acidente, foi escolha
Eis o detalhe que transforma uma tragédia num ato de pura maldade: das testemunhas ao boletim de ocorrência, tudo indica que o condutor viu o animal e mesmo assim optou por aquela manobra brutal. Não houve desvio, não houve frenagem. Houve, isso sim, uma decisão consciente de causar sofrimento.
O delegado Marcelo Fávaro, que está a frente do caso, foi categórico. Em declarações, deixou claro que a acusação é pesada porque as evidências apontam para a intenção de machucar. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou a causa da morte: trauma internal severo. Um fim doloroso e solitário para uma vida inocente.
E agora, o que acontece?
O indiciamento já é realidade. O motociclista responde pelo crime, que pode render de três meses a um ano de detenção, além de multa. Mas a punição legal é só um lado da moeda. O outro é o julgamento social, que tem sido implacável – e com razão.
Nas redes sociais, a comoção é grande. Moradores da região não escondem a revolta, e muitos questionam que tipo de pessoa é capaz de um ato tão vil. "Isso não é acidente, é psicopatia pura", comentou uma usuária. Difícil argumentar contra.
O caso serve como um alerta sombrio. A violência contra animais, infelizmente, ainda é tratada com certa leniência por alguns, mas as consequências estão aí: prisão, processo judicial e a marca de ser conhecido como alguém capaz de tamanha frieza.
Que a justiça seja feita – e que sirva de exemplo. Porque alguns erros não são acidentes. São escolhas. E más escolhas trazem consequências.